Edição Atual

v. 12 n. 01 (2021): Jan - Jun 2021: Revista Cadernos do Tempo Presente
O Astrônomo, Johannes Vermeer (1668).

Mais um ano se passou desde que a pandemia de covid-19 se alastrou pelo mundo, causando milhões de perdas. É nesse cenário que fortalecemos nosso compromisso com a ciência, em um ato de resistência, ao lançarmos mais uma edição dos Cadernos do Tempo Presente.

Abrindo a edição, Deborah Paci analisa a retórica fascista de Benito Mussolini em torno de suas pretensões imperialistas para a Itália entre os anos 1920 e 1940. A autora faz uso de conceitos como geopolítica e imperialismo para embasar sua pesquisa no campo da História Política. A atualidade do tema pode ser observada no texto de Antônio Manoel Elíbio, que nos ajuda a investigar a relação entre passado e presente. O autor realiza um estudo teórico sobre a História do Tempo Presente ao problematizar o surgimento desse campo historiográfico partindo de questões centrais em torno do marco cronológico da disciplina e de seu corpus documental.

Ainda no campo da História do Tempo Presente, Michel Ehrlich analisa três abaixo-assinados organizados por movimentos judaicos contrários à candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da república. A partir dessas assinaturas, coletadas nos anos de 2017 e 2018, o autor investiga a oposição desses grupos às declarações preconceituosas e antidemocráticas do então presidenciável. Também no campo do Tempo Presente, mas em diálogo com o Ensino de História, Maria Luiza Pérola Dantas Barros observa como o tema da II Guerra Mundial é trabalhado nos livros didáticos de História aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2018. A fim de compreender como o conflito foi abordado e quais fatos ganharam maior relevância nesses materiais, Barros utilizou-se da metodologia da História Comparada para encontrar padrões e especificidades entre os livros destinados a professores e alunos do ensino médio das escolas públicas brasileiras.

Em seguida, em um artigo sobre relações de gênero e produção intelectual, Marluce de Souza Lopes e Joaquim Tavares da Conceição nos apresentam a catalogação da produção feminina na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe entre os anos 1939 e 2019. Os autores procuram observar a participação feminina na produção cultural em Sergipe, em um contexto de hegemonia masculina. Ainda sobre História Local e o papel das mulheres na história, Elisnauro Araújo Barros e Marcelo de Sousa Neto utilizam-se dos métodos da História Oral para investigar as memórias de moradoras de Teresina, Piauí, em torno da construção do Conjunto Dirceu Arcoverde, entre 1977 e 1979, e as formas de acesso à moradia popular. A pesquisa nos ajuda a observar o fenômeno de formação espacial, o processo migratório e as transformações cotidianas ocasionadas pelo desenvolvimento de novas áreas.

Por fim, temos duas resenhas para fechar a edição. A primeira, de autoria de Magno Klein, é sobre o trabalho de Anja Lahtinen intitulado “China’s Diplomacy and Economic Activities in Africa: Relations on The Move”, publicado em 2018. A segunda é de Alicy de Oliveira Simas, sobre a obra “Possibilidades de Pesquisa em História”, organizada por Rogério Rosa Rodrigues e lançada em 2017.

Desejamos a todas e todos saúde e uma boa leitura.

As (os) Editoras (es).

Publicado: 2021-06-10
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