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  • Nascem os Cadernos do Tempo Presente! - ISSN 2179-2143
    n. 01 (2010)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 01, outubro de 2010

     

    Em imenso júbilo, o Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS), da Universidade Federal de Sergipe, inaugura um novo passo nas suas atividades de desenvolvimento em ciência e tecnologia na área de História e demais ciências humanas. Desde 2008 mantendo a prerrogativa do reconhecimento de novas esferas de comunicação, construção de conhecimento e formulação de hipóteses e explicações a serem colocados em discussão na ambiência nacional e internacional, o GET, com o seu novo site, difunde mais um aporte nesse sentido: os Cadernos do Tempo Presente/UFS.

    Considera-se aqui, portanto, um duplo exercício de consolidação deste campo de estudos historiográficos. Em primeiro lugar, reconhece-se a já concreta trajetória dos estudos de História do Tempo Presente no Brasil e na América do Sul nos últimos 40 anos, decorrentes de uma transformação profunda nos estudos de História Contemporânea e da necessidade de dialogar com novas espacialidades de conhecimento e conceituação. Através de uma racionalidade crítica cuja fluidez transcorre por uma trama pluridisciplinar e rica na multiplicidade de olhares possíveis, nos lançamos por um trajeto bastante particular de reconhecimento, contribuição e debate nesse amplo e por vezes incógnito relevo de conhecimento. Igualmente, há um pleno reconhecimento da necessidade de compreender e instrumentalizar novas tecnologias de comunicação que superam as formas de produção e divulgação do conhecimento científico conforme conhecíamos no já passado século XX, amplamente baseadas em uma produção serial de larga escala sobre um suporte material de elevado custo de produção e circulação.

    Nesse sentido, a internet cumpre um papel fundamental como suporte para uma nova relação entre consumo e criação de conhecimento, quiçá incontornável para a concepção e compreensão da contemporaneidade. Por isto a página do GET/UFS terá agregada a ela os Cadernos do Tempo Presente, que em seu número inicial já sinalizam para uma diversidade de temas, objetos e abordagens. Abrindo o espaço destinado a artigos científicos, Miriam Rossini apresenta o texto “O Hip Hop e a representação da exclusão no cinema brasileiro: o exemplo de Antonia (2007), de Tata Amaral”. A autora levanta questões sobre o movimento nascido na periferia e suas projeções nas telas do cinema. Em seguida temos o artigo de Caroline Spataro, “Sexualidades, Cuerpos e Historias de Amor en la Música Romántica: configuración de identidades de género en un club de fans de Ricardo Arjona”. Spataro nos leva pelas músicas de um famoso cantor argentino e através delas reflete sobre relações de gênero.

    Além dos trabalhos acima, no texto “Globalization and Social and Economic Development: A Comparative Book Review of Making Globalization Work, The Bottom Billion, and In Defense of Globalization”, de Ricardo Tranjan, encontramos uma reflexão comparativa sobre três livros bastante atuais na abordagem do desenvolvimento econômico, a saber: “In Defense of Globalization”, de Jagdish Bhagwati, “Making Globalization Work”, de Joseph E. Stiglitz e “The Bottom Billion: Why the Poorest Countries Are Failing and What Can Be Done About It”, de Paul Collier. Já o artigo “Hilda: um furação feminino?”, de Vinícius José Alves, discute a respeito da imagem feminina na obra de Roberto Drummond. Mais conhecida por sua versão televisiva, a obra Hilda é abordada por Alves como uma inquietante busca pela liberdade. Em seguida, pode-se ler “A Ironia de “Geni e o Zepelim”: sujeitos, poderes e mundos no tempo da suspensão” de, Luciane de Paula. Neste texto a autora enfoca o preconceito, a prostituição e o discurso em torno da famosa heroína de Chico Buarque.

    Finalmente, abordando uma alteração significativa no cotidiano de muitos brasileiros, o artigo de Vicente Martins “Acordo Ortográfico e a Questão do Hífen nos Compostos”, estuda o processo de lematização dos compostos antes e depois do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (2008). Complementam a publicação as seções dedicadas a análises fílmicas e discussões sobre história e música. Assim sendo, nossa iniciativa de inaugurar uma nova etapa nos nossos trabalhos passa pela institucionalização do veículo do sítio eletrônico http://www.getempo.org, que não só cria novas formas de divulgação do conhecimento produzido no seio da experiência do GET/UFS, como também se reconhece como um espaço aberto, democrático e em construção constante de saber na oceânica rede de conhecimento global.

    Constituindo uma nova e difusa materialidade nas relações dessa produção de informação, ciência e arte, esperamos decididamente que o nosso sítio eletrônico seja uma embarcação onde todos nós adentraremos para navegarmos juntos nessa grande rede, assim levando o GET, bem como a UFS, para além dos seus limites materiais e espaciais. Com muita satisfação, convidamos todos os colegas, interessados, visitantes e amigos para um passeio nessa jornada coletiva que nos espera. Boa viagem e boa leitura a todos.

    Os Editores

     

  • Chegou a segunda edição! - ISSN 2179-2143
    n. 02 (2010)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº 02, dezembro de 2010

    Eis, enfim, a segunda edição dos Cadernos do Tempo Presente. Tendo recebido diversas contribuições, enviadas por profissionais das mais diversas áreas do saber, o novo número surge em um momento especial para o Brasil e para o mundo. Internamente, vivemos expectativas geradas pela chegada de uma mulher à Presidência da República.

    Entre a nossa primeira edição e esta que lançamos agora, o país viu-se imerso nas polêmicas provocadas pelo uso do Twitter para a difusão de preconceito logo após o fim do segundo turno, lamentou os flagrantes de violência e homofobia em plena Avenida Paulista, acompanhou a invasão televisionada dos Morros no Rio de Janeiro como se estivesse em plena Copa do Mundo.

    Além de uma conjuntura de incerteza econômica, o mundo parece viver também a insegurança nas relações diplomáticas graças à implosão do Cablegate, provocada pelo Wikileaks. Julian Assange, os Anonymous e uma série de telegramas criaram constrangimentos entre os principais líderes mundiais. Em meio a isto, reunimos contribuições de pesquisadores que abordam uma diversidade de temas, oferecendo em conjunto um painel instigante sobre os problemas do tempo presente.

    No primeiro artigo, Célia Cardoso estuda a trajetória política de deputados estaduais cassados em Sergipe nos sombrios tempos da Ditadura Militar. Analisando alguns mandatos de segurança Cardoso busca conhecer as idéias e reações de parcela dos parlamentares de Oposição. Especialista no assunto, a pesquisadora destaca os interesses, negociações e conflitos entre os agentes de segurança e repressão num período marcante da história brasileira recente.

    Além das dificuldades de investigar os porões do passado brasileiro, polêmicas também são temas de outros escritos constantes nesta edição. Jussara Bittencourt de Sá reflete sobre as interfaces da linguagem das artes através de uma observação cuidadosa das obras de Cazuza e Rita Lee. Por sua vez, Andreza S. Cruz Maynard analisa a polêmica criada sobre a relação entre História e Narrativa a partir das provocações de Hayden White e o posicionamento de alguns historiadores sobre os novos contornos assumidos nessa relação. A autora disserta sobre alguns dos principais pontos de discordância dos historiadores sobre as opiniões de White.

    Algumas produções que contêm perspectivas contemporâneas sobre as relações de gênero são estudadas por Sandra Maria Job. O artigo situa a mulher negra no contexto social e literário no Brasil. Em seguida, temos o texto de Daniel Santiago Chaves que, observando a América do Sul contemporânea, aborda o problema do tráfico de drogas e uma das suas principais inovações técnicas, os chamados “submersíveis?, pequenos submarinos do crime transfronteiriço. Por sua vez, Jefferson William Gohl investiga três ícones da música brasileira, ligadas ao movimento Tropicalista.

    O autor reflete sobre como as propostas contraculturais correntes nos anos 1960 e 1970 interferiram nas trajetórias, carreiras e mesmo nas opções estéticas de Nara Leão, Gal Costa e Rita Lee. Também contemplando o universo artístico, há o trabalho de Valmir Aleixo, que analisa o texto “Língua Afiada”, adaptado de Torch Song Trilogy, do ator e roteirista Harvey Fierstein. As reflexões de Aleixo se dão sobre a trama que envolve a vida de uma Drag Queen. Os dois últimos artigos abordam de formas diferentes aspectos ligados à política e às representações.

    Enfocando três jornais impressos de Ponta Grossa(PR), Marcelo Puzio procura compreender os discursos e as representações ali existentes. O autor privilegia as eleições municipais de 1996. José Reinaldo Nascimento Filho analisa uma polêmica história em quadrinhos, a Graphic Novel MAUS (1986-1991), de Art Spiegelman. O autor reflete sobre os silenciamentos e as dificuldades de representação do Holocausto.

    Diversidade de olhares e riqueza interpretativa. São estas as marcas deste novo número dos Cadernos do Tempo Presente. Um novo número surgido no turbilhão de acontecimentos de um ano que finda e abre a todos muitas interrogações. Certezas são poucas. Uma delas, é que continuaremos trabalhando para que a nossa publicação reflita sempre o nosso apreço pela interdisciplinaridade e pela solidariedade entre os campos do saber.

    Os Editores

  • É preciso ler o Terceiro Caderno - ISSN 2179-2143
    n. 03 (2011)
    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº 03, abril de 2011


    Os Cadernos do Tempo Presente chegam ao seu terceiro número. Entre a nossa última publicação e esta, o mundo passou por reviravoltas significativas. Do alardeado “Cabeglate” provocado pelas ações de Julian Assange e do Wikileaks, aos conflitos urbanos no Rio de Janeiro (as invasões da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão) até as novas revoluções árabes, há demandas crescentes aos historiadores e demais profissionais das Humanidades. Neste novo número, que ressalta a produção do GET e o respeito crescente angariado por nossa publicação, temas fundamentais da história recente são abordados.

    O primeiro artigo oferece reflexões sobre a Wikileaks feitas por Francisco Carlos Teixeira da Silva e Daniel S. Chaves, do Laboratório do Tempo Presente Da UFRJ. Os autores observam cuidadosamente não apenas os efeitos do vazamento de documentos diplomáticos (mais de 250 mil, pelo que se sabe) dos EUA, mas também os caminhos abertos para os estudos da História Política (ou ciberpolítica) através deste episódio que colocou num só pacote diplomatas, políticos, banqueiros, militares e hackers.

    Em seguida, a reflexão sobre o Imperialismo realizada por Rafael Araújo nos provoca e convida para considerarmos os sentidos do termo, as implicações desta prática e a sua presença em nossos dias. Araújo nos mostra que o avanço do capitalismo monopolista em África, na Ásia e na América Latina no século XIX, assim como as duas Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-1945) e a persistência de uma relação de exploração das regiões periféricas pelo centro do capital “consistem em conseqüências diretas do imperialismo que devem ser pensadas e analisadas por quem estuda o sistema capitalista internacional”.

    Em seguida, analisando um tema corriqueiro na historiografia brasileira, mas conduzindo sua lupa para uma realidade distante dos grandes Centros, Maria Carolina Figueira Neves dos Santos investiga a sociedade de Valença (RJ) no período General-Presidente Emílio Garrastazu Médici. A autora apresenta um conjunto de entrevistas com professores que lecionavam na época buscando perceber como a dualidade do período se manifesta na fala de cada um deles.

    A análise das eleições legislativas na Venezuelana, realizadas em setembro de 2010, são o tema de Ana Luiza Meirelles Paruolo, Marcia Aparecida Andrade da Silvae Paulo Cesar dos Reis Junior. Para pensar o ambiente eleitoral, o trio aponta um breve panorama da luta de classes que se estabeleceu na sociedade venezuelana a partir da década de 1980, intensificada com a ascensão de Chávez ao cenário político da Venezuela.

    Além dos trabalhos citados acima, no texto “Fahrenheit 9/11 e o terrorismo nos Estados Unidos após o 11 de setembro de 2001”, Lara Jogaib e Vanessa Schumacher fazem uma pertinente reflexão sobre o uso de produções imagéticas, em especial de películas cinematográficas, como fontes para a compreensão das leituras de diversos agentes históricos. Através de uma análise perspicaz do longa-metragem Fahrenheit 9/11 (2004), de Michael Moore, as autoras observam as fases do terrorismo, bem como a nova forma de combate destas práticas após o episódio que abalou a política norte-americana.

    Encerrando o espaço destinado a artigos científicos, Nincia Cecilia Ribas Borges Teixeira observa as confluências existentes entre literatura e publicidade. Em sua exposição, a autora analisa a apropriação da linguagem literária por anúncios publicitários produzidos a partir de uma curiosa releitura dos contos de fada.

    Complementam esta terceira edição análises fílmicas e a discussão de uma obra historiográfica recente. Neste espaço, encontramos uma envolvente avaliação crítica do polêmico Bastardos Inglórios (2009), filme de Quentin Tarantino, realizada por Pedro Carvalho de Oliveira. Em seguida, Luyse Moraes Moura analisa o livro A invenção dos Direitos Humanos: uma história, no qual a historiadora Lynn Hunt narra o longo processo que originou as ideias e práticas dos direitos humanos.

    Finalmente, Mônica da Costa Santana discorre sobre a película Memoria del Saqueo (2004), de Fernando “Pino” Solanas, e nos revela que este filme ultrapassa os limites da realidade representada, na medida em que nos proporciona uma reflexão sócio-histórica sobre o contexto político da Argentina entre o período de 1983 a 2001.

    Os Cadernos do Tempo Presente têm recebido vários textos. Temos trabalhado para integrar mais pareceristas e agilizar ao máximo o processo de avaliação dos artigos e resenhas enviados. Agradecemos a todos aqueles que nos enviaram algum trabalho ou ajudaram a divulgar nossa publicação. Por fim, é fundamental lembrar que a idéia de levar uma iniciativa destas adiante só foi realizada pelo apoio incondicional dos alunos vinculados ao Grupo de Estudos do Tempo Presente. Foram eles que apontaram erros, editaram textos, responderam e-mails e mantiveram o ânimo todo o tempo. Graças a eles, todos bolsistas PIBIC ou PIBIT, está no ar a terceira edição dos Cadernos do Tempo Presente. Boa leitura!


    Os Editores

  • 4ª Edição, continuamos a caminhar... - ISSN 2179-2143
    n. 04 (2011)
    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº04, julho de 2011


    Os Cadernos do Tempo Presente chegam ao seu quarto número em um momento muito especial para o Grupo de Estudos do Tempo Presente. Entre 02 e 04 de junho, o GET teve a oportunidade de realizar o seu primeiro evento nacional. O Seminário “Visões do Mundo Contemporâneo: a Segunda Guerra Mundial”, contou com convidados de três regiões do país e foi um sucesso em números e nos resultados obtidos. Foram cerca de 150 inscritos, quase 40 comunicações científicas apresentadas, 2 minicursos, 3 conferências e duas mesas – redondas. Tudo isto com acompanhado de uma empolgação e solidariedade entre os integrantes do nosso Grupo e os alunos do PET História que impressionaram aqueles que participaram do evento.

    Porém, além dos números positivos acima indicados, o evento gerou outros produtos importantes: além de um DVD - produzido em qualidade High-Definition - da conferência de abertura do evento, proferida por Francisco Carlos Teixeira da Silva (UFRJ), é importante salientar a imensa troca entre os nossos alunos e os professores convidados como Antônio Clarindo Barbosa (UFCG), Márcia Ramos (UDESC), Ana Paula Parlamartchuk (UFAL), Andreza Maynard (PPGH/UNESP) e Karl Schurster (PPGHC/UFRJ). Lembramos ainda o lançamento da coletânea “Populares na Cidade: vivências de trabalho e lazer”, do professor Antônio Clarindo, que deverá ganhar uma resenha em nosso próximo número e do site http:www.memoriasegundaguerra.org, projeto desenvolvido no GET e apoiado pela FUNARTE. Assim, em um mês tão importante para nós, o lançamento desta quarta edição amplia a nossa satisfação com os rumos tomados pelo Grupo. Completa a nossa série de boas novas a inserção de mais um membro em nosso Conselho Consultivo. A partir desta edição, a professora Lidia Oliveira Silva (do Departamento de Comunicação e Artes da Universidade de Aveiro e do Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação) passa a ser uma das nossas avaliadoras.

    Falando especificamente desta edição, comecemos pela capa. Sim, pois sabemos o poder que as imagens têm. Ao pensarmos a nossa capa, resolvemos optar por uma montagem. A idéia inicialmente pensada trazia uma cena clássica, presente em livros didáticos e exposições. Nela, em plena Times Square, no dia 14 de agosto de 1945, um marinheiro beija carinhosamente a enfermeira Edith Shain em meio às comemorações pelo fim da Segunda Guerra. Porém, outro registro, este muito mais recente, acabou ganhando destaque e foi inserido. Em 16 de junho de 2011, durante o caos provocado por torcedores na final da NHL, em Vancouver, um casal se beija plena uma guerra urbana. Na verdade, nem mesmo o fotógrafo que captou a cena tem certeza disto, ele não sabe aquilo que exatamente registrou, pois a garota poderia ter sido atingida e estava sendo socorrida. Ainda assim, o gesto de carinho,a ternura em meio aos gritos de torcedores enlouquecidos e policiais avançando, é tocante. Em ambos o caso, a intolerância e o ódio entre os seres humanos se mostra eclipsado pela beleza de um simples ato. Entre os dois registros, um de meados do século XX e ou outro desta segunda década do XXI, há ressonâncias animadoras. Por sua vez, a intolerância, a Segunda Guerra Mundial, a violência e as dificuldades de conviver com o outro são alguns dos temas que estiveram presentes em nossos trabalhos nestes últimos meses, da mesma forma que perpassam os textos selecionados para este novo número.

    Esta edição é aberta com uma entrevista com Luiz Bernardo Pericás. O autor de “Os Cangaceiros” (Boitempo, 2010) fala da sua trajetória acadêmica, do seu mais recente livro. Pericás reforça a importância do rigor na condução de pesquisas historiográficas e revela alguns aspectos dos seus outros trabalhos.

    O primeiro artigo,de Ana PaulaPalamartchuk,evidencia como alguns dos principais literatos brasileiros do século XX - Jorge Amado, Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz, José Lins do Rego e Aníbal Machado – vivenciaram os anos das Guerras Mundiais. A partir de uma obra coletiva, o curioso livro Brandão entre o mar e o amor, a autora destaca e de um engajamento político indisfaçável e intelectuais que acabaram situando na cultura o elemento articulador dos seus papeis sociais.

    Também abarcando os dias de conflito, Antônio Manoel Elíbio Júnior, investiga a gestão do Embaixador José de Paula Rodrigues Alves na Argentina entre 1938-1944. Através de fontes epistolares, o autor observa as interpretações do missivista quanto à participação do Brasil e da Argentina na Segunda Guerra. O artigo chama a atenção para uma leitura em perspectiva múltipla do campo político das relações internacionais na América do Sul. Os três artigos seguintes abordam a cibercultura e atos de intolerância em torno dela.

    A Internet, apesar das aparências, já possui uma longa história. Este ambiente tão sedutor tem momentos da história da sua criação observados no artigo de Dilton Maynard. Logo em seguida, Gabriel Gernot Sachs analisa o fenômeno dos usos da Internet por grupos de extrema-direita europeus. Luyse Moura, por sua vez, se concentra em tais apropriações da cibercultura em grupos sul-americanos, sobretudo no Brasil e no Chile.

    A Internet também é alvo de preocupações do medievalista Bruno Gonçalves Alvaro, queanalisa a sua utilização da Intrnet nos estudos medievais no Brasil. O autor demonstra como a Web tem ajudado aos pesquisadores da Idade Média seja, por exemplo, através da ampliação de acesso documental, pelo contato rápido com outros pesquisadores e instituições da Europa ou pelo acesso às revistas internacionais.

    O texto de Andreza Maynard contempla uma efeméride sergipana neste mês de junho. Trata-se da revolta tenentista de 1924. Estudando as intrigas militares, a autora explora certos aspectos das comemorações que lembram o levante liderado por quatro tenentes. A naarrativa nos leva a uma história de esforços por esquecimento e por lembrança, por lutas pela memória e pela produção de imagens públicas.

    O nosso quarto exemplar traz ainda a resenha da mais recente versão em português da obra “O Dezoito de Brumário”, de Karl Marx, feita por Fábio Maza. Também ganham destaque as análises dos livros “Voz na Luz: psicanálise e cinema”, de Dinara Machado Guimarães,porCristhiane do Nascimentoe “O livro didático de história: políticas educacionais, pesquisa e ensino”, organizado por Margarida Dias Oliveira e Maria Inês Stamatto, em resenha de Mislene Vieira dos Santos.Há ainda a análise fílmica de “X-Men: First Class”, por Clara Almeida, que ressalta a atualidade da Guerra Fria no cinema hollywoodiano.

    Eis o número quatro dos Cadernos do Tempo Presente. Agradecemos a todos que têm nos enviado seus textos e divulgado a nossa publicação. Esperamos continuar a ampliar o nosso número de leitores e colaboradores. Boa leitura a todos!

    Os Editores

  • Interdisciplinaridade define a 5ª Edição! - ISSN:2179-2143
    n. 05 (2011)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 05, outubro 2011

    Esta é a quinta edição dos Cadernos do Tempo Presente. Como de costume, os trabalhos aqui reunidos refletem a pluralidade de propostas e perspectivas interpretativas defendidas pelo GET/UFS/CNPq. Trata-se de um número especial, pois ele marca também um ano de atividades em torno desta publicação. Um ano de aprendizado e de desafios vencidos por nossa equipe.

    Inicialmente, apresentamos uma entrevista com Sabrina Medeiros. A professora de Relações Internacionais da UFRJ e da Escola de Guerra Naval fala das circunstâncias e desdobramentos que envolveram os ataques ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, uma década atrás. Também comentarista de Assuntos Internacionais no Canal Globo News, a professora Sabrina explora e, melhor de tudo, explica como poucos temas que a muitos podem parecer áridos.

    Logo em seguida, o primeiro artigo da edição, de Janaína Cardoso de Mello e Estefani Patrícia S. Silva, também se insere nas discussões sobre o 11 de setembro. Em seu texto, Mello reflete sobre as exposições da “Sociedade Histórica de New York” dedicadas ao 11 de setembro, discutindo a memória da dor, a comunicação museológica e a recepção do público.

    No texto seguinte, ainda abordando conflitos, mas em campos e tempos diferentes, a pesquisa de Otávio Arruda Porto sobre a arqueologia náutica e marítima nos convida a refletir sobre a participação da Esquadra Naval Brasileira na Segunda Guerra Mundial, considerando a dinâmica da época e as relações sociais que marcaram os ambientes marítimos militares em períodos bélicos.

    O artigo seguinte, de Pamela Marcia Ferreira Dionísio e Wallace Marcelino da Silva, discutem os precedentes da ciência geográfica existentes no que foi produzido na época do descobrimento da América.  A partir de análises dos relatos de viagens, os autores evidenciam como a descoberta desse continente desempenhou um papel fundamental para o surgimento da geografia.

    Na sequência temos o texto “Visões da modernidade: a instrumentalização da intolerância e as suas representações no cinema contemporâneo”, de Paulo Roberto Alves Teles, encerra o espaço destinado a artigos científicos. Através da análise do documentário “Skinhead Attitude!” (2003), Teles discute como as ideias de modernidade e de globalização se relacionam com a instrumentalização da intolerância, e como essa relação se manifesta na recente produção cinematográfica.

    Além dos trabalhos acima, o texto de Júlio Flávio V. Ferreira reflete sobre a presença de elementos sombrios no romance “A menina morta”, do escritor Cornélio de Oliveira Penna, e sobre a forma como o mal é abordado nessa narrativa. Outro trabalho a trilhar as relações entre história e literatura é o artigo assinado por Lucas Victor, no qual o escritor angolano José Eduardo Agualusa é alvo de suas observações.

    Nosso quinto exemplar oferece ainda três resenhas. A primeira delas, assinada por José Miguel Arias Neto, analisa meticulosamente a obra “A era da ilusão: a diplomacia nuclear em tempos traiçoeiros”, de Mohamed Elbaradei. A seguir duas coletâneas são apresentadas. Primeiro, Rafael Costa Prata reflete sobre “A Idade Média no Cinema”, trabalho organizado por José Rivair Macedo e Lênia Márcia Mongelli. Por fim, aparece a resenha de “Populares na cidade: vivências de trabalho e de lazer”, livro organizado por Antonio Clarindo de Souza.

    Assim, das relações internacionais até os populares, está composto este quinto exemplar dos Cadernos do Tempo Presente. Temos aqui textos de instituições partes do país e isto, evidentemente nos deixa felizes.  Acreditamos que ele reflete não apenas a complexidade do tempo presente, mas também a sua riqueza. Por fim, é preciso agradecer aos colaboradores, a todos que nos enviaram textos, sugestões e que nos incentivaram neste nosso primeiro ano de existência. Muito obrigado e boa leitura!

  • A Sexta Vez - ISSN: 2179-2143
    n. 06 (2012)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 06, janeiro de 2012

    A sexta edição dos Cadernos do Tempo Presente está no ar!

    Neste novo exemplar, com previsão de lançamento em dezembro de 2011, mas que chegou apenas em janeiro por problemas na atualização da página do Grupo de Estudos do Tempo Presente, um total de onze artigos e quatro resenhas são apresentados.

    Os artigos apresentados nesta edição reúnem resultados de trabalhos de conclusão de curso – como ocorre com os textos de Anita Lucchesi, Monica Santana, Débora Cruz e Clara Almeida -, pesquisas de iniciação científica ou tecnológica (Anailza Guimarães, Heyse de Oliveira, Estefanni Silva) e de pesquisas de alunos ligados a diferentes programas de pós-graduação – como Igor Lapsky, Luana Boamorte, Ana Lúcia Machado. Além destes textos, a professora Márcia Ramos Oliveira (PPGH/UDESC) nos oferece uma reflexão que reúne sensibilidade e cuidadosa observação científica.

    Por fim, as resenhas apresentadas oferecem apreciações de obras que estimulam e contribuem para a reflexão sobre as ditaduras, como o faz Francisco Carlos Teixeira da Silva (UFRJ), das inovações tecnológicas, observadas por Daniel Chaves (FGV), das representações da cibercultura no cinema, como escreve Paulo Teles (GET /NPPCS) e de clássicas análises sobre a Segunda Guerra Mundial, conforme o texto de Raquel Anne (GET/UFS).

    Boa leitura a todos!

    Os Editores

  • Cadernos Qualis B2! - ISSN:2179-2143
    n. 07 (2012)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº 07, abril de 2012

     

    Durante os preparativos desta sétima edição, os Cadernos do Tempo Presente conquistaram uma importante qualificação: a pontuação QUALIS B2 em avaliação feita pela CAPES, no início de 2012. O reconhecimento nacional do nosso periódico é uma recompensa aos esforços de toda a equipe ao longo de quase um ano de meio de trabalho, em que o intuito maior sempre foi contribuir com os estudos e debates relativos a acontecimentos relevantes dos séculos XX e XXI, especialmente fenômenos como os neofascismos, as relações cinema-história, a cibercultura e ditaduras.

    A partir de uma abordagem interdisciplinar, nos apresentamos como um espaço para divulgar, além das pesquisas do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET), as contribuições de outros pesquisadores. E temos recebido o apoio de colegas das diferentes áreas do conhecimento. Nessa perspectiva, esta edição de março reforça a perspectiva interdisciplinar da publicação, ao trazer estudiosos oriundos de diferentes campos, mas cujos interesses convergem para os problemas do mundo contemporâneo. Um destes problemas, é indubitavelmente  os dilemas da política externa e da estratégia militar dos EUA nos governos de George W. Bush, analisada no artigo do professor Sidnei Munhoz (UEM/UFRJ). De importância semelhante são as migrações e seus fluxos no Mercosul, temática abordada por Laura Bogado (UNILAPLATA, Argentina).

    Mantendo uma tendência entre os textos publicados pelos Cadernos, outros artigos desta publicação enfocam fenômenos relacionados à emergência e popularização da internet. Nesse caminho seguem a proposta de categorização das crises de comunicação social corporativas nas mídias sociais, do professor Ashwin Malshe  (ESSEC Business School, Paris/Singapure), e a reflexão sobre a produção, circulação e consumo de um estilo de música e dança como o cada vez mais popular “kuduro”a partir da internet, do professor Frank Marcon(NPGCS/UFS).

    Outra contribuição vinda das Ciências Sociais é a análise da condição de invisibilidade social da mulher alagoana na primeira República, realizada a partir do estudo de jornais do início do século XX feita por Ulisses Rafael (NPGCS/UFS). Também caminhando pelas trilhas da literatura, Iza Quelhas (UERJ) toma as crônicas de João do Rio (1881-1921) no livro A alma encantadora das ruas, para refletir sobre os cenários e personagens que reforçam os processos de exclusão e favelização do Rio de Janeiro nos primeiros anosdo século XX.

    Como última parte, as resenhas publicadas apreciam obras diversas nos campos da literatura e do cinema. Em Punaré e Baraúna na terra do sol, Deni Ireneu Alfaro Rubbo (PPGS/USP) se debruça sobre o mais novo livro do historiador Luiz Bernardo Pericás, o romance Cansaço, baseado em estórias de encontros e desencontros no sertão brasileiro. Pericás, premiado com menção honrosa no Casa de Las Americas por sua obra “Os Cangaceiros” - já resenha pelos cadernos -, oferece agora ao público uma outra faceta do seu repertório de escritor.

    Em Ciberativismo planetário, Carole Ferreira da Cruz (GET/PPGCOM/UFS) usa o livro-reportagem “Wikileaks”, escrito para narrar a parceria entre oportal da internet, capitaneado por Julian Assange, e a imprensa internacional, no episódio em torno do maior vazamento da história, para falar das novas formas de ativismo no mundo digital. Por sua vez, Edson Perosa Júnior (PPGHC-UFRJ) se debruça sobre o livro Relações Brasil-Estados Unidos: séculos XX e XXI, apontando para as perspectivas desse novo século e para o cenário de parceria comercial crescente entre os dois países. Na resenha Recuperando a magia do cinema, Andreza S. C. Maynard (UNESP/ GET/UFS) analisa A Invenção de Hugo Cabret, a premiada produção do diretor Martin Scorsese ambientada nos anos 1930, adaptação do livro homônimo de Brian Selznic.

    Por fim, toda a equipe editorial está muito contente com o reconhecimento da publicação. E por saber que isso não teria qualquer possibilidade sem nossos colaboradores, gostaria de agradecer a todos os membros do conselho consultivo e a todos aqueles que nos enviam textos ou nos recomendam. Como os textos desta edição, são amigos de diferentes campos, não só da História, é verdade. Mas convergem conosco no interesse de pensar as recentes aventuras humanas sob a terra. Boa leitura!

    Os Editores

  • Entre golpes e poesias...O oitavo número - ISSN: 2179 - 2143
    n. 08 (2012)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº 08, julho de 2012

    A oitava edição dos Cadernos do Tempo Presente manteve a característica dos seus últimos números, apresentando a mesma riqueza de temáticas que, pouco a pouco, delineiam uma tradição no periódico. Ao mesmo tempo, esta variedade não descuida de um olhar para os problemas da história recente, não abre mão de dialogar com as tensões vividas em tempos próximos, em momentos difíceis.
    Coincidentemente a nova edição chega pouco mais de uma semana após a sumária deposição de Fernando Lugo da Presidência do Paraguai. O processo de impeachment de Lugo deu como resultado imediato o estremecimento das relações diplomáticas entre o Paraguai e os vizinhos sul-americanos, como Venezuela, Argentina e Brasil. Este complicado e ainda nebuloso processo é tema do nosso primeiro artigo, assinado por Rafael Pinheiro, pesquisador que há muito se dedica às questões em torno da integração sul-americana.
    O texto seguinte, parceria de Alejandro Corvalan e Paulo Cox, aponta alguns dos principais motivos em torno de uma baixa participação eleitoral entre os chilenos, mostrando as ressonâncias de uma complicada transição de uma ditadura para a vida democrática. E os tempos de ditaduras podem trazer productos inesperados, incontroláveis, como as palavras e os versos de Tor quato Neto, analisados em texto de Fábio Leonardo Castelo Branco Brito e Edwar de Alencar Castelo Branco. Na sequência, ainda nas trilhas da poesia, mas avançando até os anos 1980, Aline Rochedo aponta as marcas da ditadura, as transições impressas nas memórias e nas transgressões dos jovens que fizeram o rock do Brasil naqueles dias.
    Os dois últimos artigos se dedicam ao campo do ensino de História. Kleber Gavião de Souza investiga o amplo Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM), no período de 2005 a 2008, considerando as transformações e as regularidades das obras avaliadas pelo Programa, enquanto Aldenise Cordeiro Santos, Anthony Fábio Torres Santana e Dinamara Garcia Feldens se debruçam na sempre frutífera discussão sobre os conceitos quando aplicados às aulas de História.
    A edição é completada por quatro resenhas. A primeira delas é um exame cuidadoso do filme “Shame’, em texto assinado por Wesley de Castro. A segunda consiste numa apreciação feita por Marlíbia de Oliveira do livro “Barbudos, sujos e fatigados”, no qual as experiências dos pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial são postas em destaque. Já o filme “J. Edgar”, do premiado diretor Clint Eastwood, é examinado por Talita da Silva. A obra biográfica tem como personagem central uma figura que se tornou sinônimo de poder nos bastidores da vida política dos EUA por quase quarenta anos. A última apreciação é a da obra “White Noise” (Nick Lowles e Steve Silver), examinada por Pedro Oliveira, que aborda a presença da chamada Hate Music, a música do ódio, entre os jovens do tempo presente.
    É assim, agraciada com contribuições de diferentes instituições e regiões, bastante contente com o ritmo acentuado de submissões de artigos e resenhas, extremamente agradecida pela paciência e compromisso de nossos pareceristas com o projeto do periódico, que a equipe do Conselho Editorial dos Cadernos do Tempo Presente apresenta, orgulhosa, o seu oitavo número. Que ele nos ajude a refletir sobre os caminhos que o nosso Continente tem tomado, que nos faça reler poesias e repensar o próprio tempo presente. Boa leitura!

    Os Editores

  • Está no ar a 9ª edição! - ISSN 2179-2143
    n. 09 (2012)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 09, setembro de 2012

     

    Os Cadernos do Tempo Presente chegam à 9ª edição com relevantes e diversificadas contribuições acadêmicas, que contam com representações da América Latina e da Europa. Entre os artigos recebidos destaca-se o texto de Laura Maira Bono, docente da Universidade de La Plata, na Argentina, que analisa a política exterior Argentina em referência ao sua antiga batalha pela retomada das Ilhas Malvinas.  Também enfocando uma problemática sul-americana, o pesquisador Antônio Manoel Elíbio Júnior (UEPB) discute sobre as estratégias para a formulação do acordo que criou o Tratado de Cooperação Amazônico (TCA), entre os anos de 1940 e 1978, com a metade envolvendo os oito países da bacia hidrográfica do Rio Amazonas e estreitando a integração regional, potencializando as atividades voltadas para o desenvolvimento econômico, integração física e preservação ambiental.

    Também compõe esta publicação duas importantes contribuições no campo do ensino, sendo a primeira delas específica para o campo da História em uma abordagem sobre as formas de controle e avaliação das metodologias de leitura de imagens visuais instituídas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), a partir do final da década de 1990, dos pesquisadores João Batista Gonçalves Bueno (UEPB), Maria de Fátima Guimarães (Universidade São Francisco), Arnaldo Pinto Junior (Universidade Federal do Espírito Santo). O segundo texto trata da liderança do professor concebida como um método pedagógico nos cursos de idiomas a distância, a partir dos resultados preliminares de uma pesquisa relativa à metodologia de ensino na Suécia, do professor Alex S. Pruth(Universidade de Dalarna).

    Nesta edição constam ainda a reflexão de Maria do Socorro Soares dos Santos (mestranda em Memória Social e Patrimônio Cultural/ICH//UFPel) a respeito da imagem e representações simbólicas presentes em uma clássica fotografia feita em Nova York (1945), uma imagem que configura-se como um documento e dispositivo da memória, bem como o artigo de Daniel Luciano Gevehr (FACCAT), no qual o autor aborda os elementos simbólicos que envolveram a construção – e difusão social - de imagens e representações sobre as mulheres que viviam e trabalhavam na “zona do meretrício”, a partir da análise das fontes impressas pelo “Jornal Panorama”, publicado em Taquara (RS).

    Outras contribuições relevantes são as reflexões sobre o torpedeamento da costa de Sergipe pelo submarino alemão U-507, que culminou com a criação do Cemitério dos Náufragos, considerado patrimônio histórico pelo Decreto nº 2.571/1973, de Janaína Cardoso de Mello (UFS) e seu orientando Rafael Santa Rosa Cerqueira, além da comunicação científica de Felipe Paiva (UFS), que estuda a formação da resistência anticolonial e do nacionalismo em Angola, focando os anos da guerra pela libertação nacional (1961-1975).

    Por fim, esta edição apresenta as resenhas do filme “Os Vingadores”, através da qual aborda-se a valorização da supremacia americana na criação de tecnologias avançadas, refletindo os espelhos ideológicos no pós Guerra Fria, de Clara Regina Almeida e uma análise do livro “História, Neofascismos e Intolerância: reflexões sobre o Tempo Presente”, coletânea de artigos publicados pelos integrantes do GET cuja autoria é de Irlan Mark Elias Vieira (UFS).

    Nessa viagem sobre temas tão diversos e instigantes, desejamos a todos uma excelente leitura!

    Os Editores

  • “Navegando em águas profundas” – uma viagem através da 10ª edição - ISSN 2179-2143
    n. 10 (2012)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº 10, dezembro de 2010


    Lamentavelmente cenas como a foto de capa desta edição tem sido cada vez mais freqüentes no Tempo Presente. O que levaria um jovem de 16 anos a invadir uma escola e atirar em 20 crianças e 6 adultos? Um mistério ainda não revelado. Um motivo injustificado. 2012 certamente caminha para um desfecho mais sombrio com este deplorável acontecimento.

    Apesar disso, este ano trouxe realizações em muitos sentidos. Para os Cadernos do Tempo Presente (CTP) significou importantes conquistas. Já no início, em janeiro, este periódico foi qualificado pela CAPES com a pontuação Qualis B2. E agora, finda 2012 indexado na Plataforma Latindex e parceiro da revista científica italiana Diacronie Studi di Storia Contemporanea (ISSN 2038-0955, http://www.studistorici.com), visando trocas historiográficas entre pesquisadores do Brasil e da Europa. Nossa publicação ganha, assim, um reforço acadêmico considerável.

    Com isso, os Cadernos do Tempo Presente decidiu fechar 2012 presenteando os leitores com sua 10ª edição. Os olhares curiosos estão convidados a percorrerem as páginas eletrônicas desta revista e à apreciação dos vários temas nela contemplados. Nesta viagem, o navegador encontrará inicialmente o texto da professora Giselda Brito Silva (UFRPE), no qual a autora analisa o texto histórico chamando atenção para sua leitura, compreensão e interpretação.

    Em seguida, o trabalho da professora Christina Ramalho (UFS) sobre a cultura cabo-verdiana traz relevantes discussões sobre a mestiçagem, a morabeza e a diáspora. Questiona a condição colonial e a pós-colonial, o processo de independência do país e a importância das mulheres nesta sociedade. Saindo da África em direção a Portugal, o artigo de Felipe Azevedo Cazetta (UFF) investiga a trajetória de alguns dos responsáveis pela consolidação do Integralismo Lusitano, observando seus posicionamentos políticos relacionados ao país.

    Voltando para o Brasil, Andreza Maynard (UNESP) examina aspectos do cotidiano de Aracaju, especialmente dificuldades enfrentadas durante a Segunda Guerra Mundial, a partir do jornal Correio de Aracaju, que circulava diariamente na capital sergipana, registrando informações valiosas sobre a cidade.

    Esta viagem não para por aqui. Visitando a Argentina, a pesquisa de María Guillermina D´Onofrio (UNLP-UNTREF) discute o papel da ALADI como mecanismo de integração comercial com objetivo de aliviar os efeitos da crise econômica, e como um espaço para o diálogo político entre seus países membros.

    O último artigo, mas nem por isso a última parada dessa jornada, de Flávio Henrique Calheiros Casimiro (IFSULDEMINAS), debate sobre o processo de construção do projeto hegemônico neoliberal no Brasil através da atuação dos “intelectuais orgânicos” do Instituto Liberal, tendo como foco o estudo das classes dominantes brasileiras.

    Num rápido piscar de olhos, o leitor conclui sua viagem visitando as resenhas. Karla Karine J. Silva apresenta as reflexões da professora Margarida M. D. de Oliveira sobre o ensino de história como objeto da pesquisa histórica em: O direito ao passado – uma discussão necessária à formação do profissional de História (2011). E Luyse Moraes Moura, discorrendo sobre o livro Novos Domínios da História (2012), organizado por Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas, lança luz sobre as novidades contidas nesta nova edição da obra, publicada inicialmente em 1997.

    Ao navegar por esta 10ª edição dos CTP, percorrendo sua geografia, visualizando suas informações, os editores desejam que os leitores divirtam-se mergulhando nas profundas águas dos diversificados textos apresentados.

    Boa leitura!

    Os Editores

  • The Last Catastrophe, El Comandante e Cypherpunks no Tempo Presente - ISSN 2179-2143
    n. 11 (2013)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n. 11, abril de 2013

    Começamos 2013 acompanhados de um novo site e de uma nova edição. As mudanças realizadas em nossa página virtual pretendem proporcionar um ambiente mais agradável para leitura de nossos volumes, e para a apreciação dos temas contemplados em nossas publicações. Na décima primeira edição dos “Cadernos do Tempo Presente”, os colaboradores põem em evidência o respeito que a nossa revista vem ganhando. O texto de abertura desta edição é indubitavelmente prova deste reconhecimento.

    “The Last Catastrophe” é o provocativo título do novo livro do historiador francês Henry Rousso. Nesta edição, reproduzimos o texto fruto de conferências feitas pelo autor em duas das mais prestigiosas universidade do mundo – Harvard e Yale, nos EUA –, nas quais o autor apresenta as linhas centrais do seu novo trabalho. A “última catástrofe” marca os estudos da História Contemporânea, nos empurra para a reflexão sobre a contemporaneidade, sobre as demandas surgidas do presente.

    Neste sentido, a morte de Hugo Chávez Frías (1954-2013) é a última catástrofe para a história do tempo presente venezuelana. A morte de Chávez, El Comandante, no último dia 5 de março, provocou um clima de dor e tensão. O episódio, é certo, também trará novos desdobramentos para o cenário político internacional. Como fica o chavismo sem o homem que o inspirou? O primeiro artigo, de Rafael Araújo, reflete sobre os desdobramentos da morte de Chávez.  Em seguida, Itamar Freitas analisa as apropriações que as propostas curriculares estaduais brasileiras e estadunidenses – produzidas entre 2002 e 2012 – fazem do “contemporâneo” e o do “tempo presente”. O autor observa a predominância do contemporâneo sobre os demais períodos no ensino de História, porém, a ausência de uma definição sobre o tempo presente é também visível.

    Após as questões sobre o Brasil e os Estados Unidos, observamos, no segundo artigo, as relações comerciais entre Argentina, Chile e Bolívia feitas pelo economista Juan Pedro Brandi. O autor apresenta uma análise descritiva sobre o fluxo de comércio da Argentina com os dois países associados ao MERCOSUL. Na sequência está o artigo de Lucas Patschiki abordando o movimento estadunidense Tea Party, criado entre os anos de 2009 e 2010, e considerado integrante da terceira “onda” histórica fascista. Patschiki analisa a origem social de seus membros, seus financiadores, sua metodologia organizativa e ideologia.

    Seguindo adiante, temos a exposição sobre a integração entre Brasil e África durante o governo de Luís Inácio Lula da Silva feita por Marcela Winter, na qual se analisam as linhas de política externa delineadas para a África entre os anos de 2003 e 2010. Há ainda o artigo de Matteo Troilo originalmente publicado pela a revista “Diacronie” (ISSN 2038-0955), nossa parceira italiana. Agora traduzida para o português por Anita Lucchesi, o texto centra-se nos usos das fontes on-line pelos estudantes de história econômica na Itália. Através de Troilo, podemos notar que a utilização de tais fontes introduz mudanças metodológicas e desafios à preservação das mesmas.

    Nesta edição, lançada às vésperas do início de um novo Conclave da Igreja Católica, Péricles Andrade e Jonatas Menezes analisam os dados do Censo 2010 sobre o campo religioso brasileiro, sobretudo o universo “cristão” – católicos e protestantes –, comparando o crescimento e o decréscimo dos diversos grupos ao longo dos últimos 30 anos.

    A resenha de Lucia Falcão e Floor Van Alphen analisa o debate de Mario Carreteiro sobre o ensino de história nos estudos mais recentes sobre aprendizagem. Além desta apreciação, também contamos com uma análise do livro “Cypherpunk”, do ciberativista Julian Assange, feita por Dilton Maynard.

    Um novo ano, novo número e um novo site. Gostaríamos de agradecer aos órgãos de fomento (CAPES, CNPq e FAPITEC/SE) que possibilitaram as condições necessárias não apenas para a atualização do site, mas para a realização de uma série de atividades do Grupo de Estudos do Tempo Presente.

    Boa Leitura!

    Os Editores

  • Diversidade e riqueza temática: os Cadernos pedem passagem - ISSN 2179-2143
    n. 12 (2013)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n. 12, julho de 2013

    Após a reformulação do nosso site, que marca uma nova fase dos Cadernos do Tempo Presente, seguimos o processo de aprimoramento de cada edição para proporcionar ao leitor um conteúdo rico em reflexões acadêmicas sobre as tensões e fenômenos relevantes dos últimos séculos. Aspectos como os neofascismos, as relações cinema-história, a cibercultura, as ditaduras e os mais diversos acontecimentos relacionados à história recente do Brasil e do mundo continuam a intrigar pesquisadores e a proporcionar valiosas contribuições aos debates travados na atualidade.

    Nesta 12º edição, a diversidade das temáticas apresentadas é um dos pontos que merece destaque. O professor Drº Paulo Giovani Antonino Nunes aborda a situação social e política do Estado de Minas Gerais, no momento que antecede o golpe civil-militar de 1964, a partir da oposição entre forças que apoiavam o projeto trabalhista do presidente João Goulart e a organização de forças políticas que o combatiam.

    Em seu estudo sobre a produção de sentido em torno do lançamento do filme Cronicamente inviável (Sérgio Bianchi, 2000), o professor Drº Pedro Plaza Pinto pauta a controversa recepção que levou à discussão sobre a adequação entre obra e realidade histórica do Brasil na recente virada de século. A partir da análise da crítica especializada e do material do fílmico, o autor trata da questão do realismo cinematográfico e interpreta redes discursivas que se tecem em torno do processo de significação do objeto.

    Merece destacar nesta edição o artigo do professor Drº Robério Américo do Souza, em parceria com a mestranda Patrícia de Souza, que trata das práticas de fé e celebração no município de Santa cruz dos Milagres, no sertão do Piauí. Os autores realizam um esforço de compreensão histórica da experiência social de fiéis cristãos, num movimento de constante recriação de sua divindade.

    Dignas de menção também são as contribuições das mestrandas Julia Massucheti Tomasi e Isabelle Portes, que discutiram, respectivamente, as páginas da internet como documentos de pesquisa para a história e as relações entre cidadania e imaginário nas canções de Moreira da Silva. O tema das representações sobre os índios no ensino de história contemporânea, a partir das observações da comunidade escolar em torno dos livros didáticos, foi discutido em artigo dos mestres Kléber Rodrigues e Diogo Francisco Cruz Monteiro.

    Mantendo a tradição de publicar resenhas de livros e filmes que apresentem conteúdo relevante para reflexão acadêmica, destacamos a análise de Guilherme I. Franco de Andrade sobre a obra O Mundo visto da mais extrema-direita, do fascismo ao nacionalismo revolucionário, escrita pelo historiador francês Nicolas Lebourg, que explica como o fracasso político da direita francesa, na tentativa de manter a Argélia como seu território, a levou a buscar um novo caminho político.

    Num caminho oposto, mas não menos rico, Sabrina Fernandes Melo resenhou Neocolonial, Modernismo e Preservação do patrimônio no debate cultural dos anos 1920 no Brasil, da professora e pesquisadora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), Maria Lúcia Bressan Pinheiro. O livro é fruto dos questionamentos da autora quanto ao neocolonial e suas particularidades como estilo arquitetônico e movimento cultural, promotor de desdobramentos importantes para lançar bases e promover debates sobre a questão patrimonial brasileira. Diante de tantos temas instigantes e variados, acreditamos que a leitura tem tudo para ser agradável e produtiva.

    Os Editores

  • Um Caderno com muitas cores - ISSN 2179-2143
    n. 13 (2013)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 013, setembro de 2013

    Setembro é um mês especial. No Brasil esta é a temporada em que as flores desabrocham com maior facilidade. Junto com a Primavera, Setembro traz um prenuncio de que o fim do ano se aproxima. É preciso correr para atingir as metas que nos propomos a realizar em 2013. Ainda há tempo para adotar um estilo de vida mais saudável, tornar-se uma pessoa melhor, ou, no nosso caso (editores do periódico) publicar mais um número dos Cadernos do Tempo Presente. Nós conseguimos concretizar nosso objetivo. E a edição n. 13 tem muitas cores.

    Tonalidades variadas se apresentam em artigos e resenhas enviados por autores de várias regiões do país. Do Pará veio o texto de Edilza Joana Fontes e Davison Hugo Rocha Alves, no qual os autores analisam o documentário “O velho – a história de Luís Carlos Prestes” (1997) e relação do mesmo com o Ensino de História. Na sequência, o artigo do professor da Universidade Federal de Sergipe Luís Eduardo Oliveira busca estabelecer o referencial teórico para uma pesquisa sobre a década de 1980 e a massificação do rock no Brasil.

    Sara Oliveira Farias e Martins dos Santos estudam a experiência de sindicalismo rural em Várzea Nova, na Bahia, durante a década de 1980. Os autores se baseiam em relatos orais, jornais, atas e relatórios para analisar discursos e práticas do sindicalismo rural. Por sua vez o artigo de Sylvia Ewel Lenz, ligada à Universidade Estadual de Londrina (PR) e ao LABIMI (UERJ), discute aspectos da construção da memória na Alemanha contemporânea, destacando a participação daqueles que vivenciaram os anos da Segunda Guerra Mundial neste processo.

    De Santa Catarina recebemos a contribuição de Claudia Schemes, Cristina Ennes da Silva e Denise Castilhos de Araujo, autoras que analisam representações elaboradas através da ressignificação do uniforme escolar e a constituição de identidades a partir dessas representações. O último artigo desta edição foi escrito por Daniele Borges Bezerra e Tatiana Bolivar Lebedeff, ambas ligadas à Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Elas estabelecem um diálogo entre saúde e cultura, questionando a identidade do idoso como uma categoria naturalizada de estigma, uma vez que é comum a associação das pessoas com mais idade à falta de produtividade.

    A resenha "Um olhar sobre o livro, Rock and Roll: Uma História Social" foi enviada do Rio de Janeiro por Aline Rochedo. E de Sergipe veio a contribuição de Raquel Anne Lima de Assis, uma resenha do livro "A Segunda Guerra Mundial: histórias e estratégias", escrito por Philippe Masson. Assim, apresentamos este número com a certeza de que a edição n. 13, publicada agora em 10 de Setembro de 2013, tem as cores da Primavera e as cores do Brasil.

    Por fim, gostaríamos de destacar que em sua famosa obra “As Flores do Mal”, o poeta francês Charles Baudelaire mencionava a necessidade de embriagar-se constantemente para despistar o peso do tempo. Ao dar este conselho, Baudelaire não se referia apenas ao consumo de álcool. Extasiar-se “Com o quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se”. Caro leitor, sinta-se à vontade para aproveitar as flores, as cores e os Cadernos do Tempo Presente. Embriague-se!

    Os Editores.

  • Relações Internacionais, Música, Cinema e História Política na 14ª Edição - ISSN 2179-2143
    n. 14 (2013)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 14, dezembro de 2013

    2013 foi um ano de mudanças para os Cadernos do Tempo Presente. A revista ganhou um novo site e recebeu contribuições de autores de várias partes do Brasil, além dos textos enviados pelos nossos parceiros internacionais, a revista italiana “Diacronie” (ISSN 2038-0955) e do “Institut d’historie du temps présent”, na França. Resultado das buscas pela maior profissionalização, os Cadernos do Tempo Presente também têm se dedicado à internacionalização do periódico.

    Nesse número disponibilizamos textos que refletem acerca do campo das Relações Internacionais, a relação entre História e música, História e Cinema, e também artigos que discutem temas relacionados à História Política.

    Inicialmente apresentamos o texto escrito por Antônio Manoel Elíbio Júnior e Carolina Soccio Di Manto de Almeida. Esses autores abordam o Pós-Colonialismo enquanto uma corrente teórica do campo das Relações Internacionais. A seguir Marcos Valle Machado da Silva e Pedro Henrique dos Santos Sá examinam o conceito da “Responsabilidade de proteger”, atentando para o Direito Internacional Humanitário, ao mesmo tempo em que destacam a posição do Brasil nesse debate.

    A relação entre História e Música aparece no artigo de Emília Saraiva Nery. A autora toma as cantigas repórteres de Tom Zé para identificar e analisar os mecanismos de cidadania abordados nas letras compostas nos anos 1970. Por sua vez Andreza Maynard percorre a insistente aproximação entre a História e o Cinema, ao investigar a predominância dos filmes hollywoodianos nos cinemas brasileiros durante o período da Segunda Guerra Mundial.

    Os três últimos artigos convergem para discussões relacionadas à História Política. Odilon Caldeira Neto procura compreender de que maneira Gustavo Barroso (ícone da ideologia integralista) se esforçou para abafar seu passado de militância política à frente dos camisas-verdes. Em seguida Izabel Cristina Gomes da Costa estuda alguns aspectos do debate levado adiante pelo Partido dos Trabalhadores (PT) acerca da crise do socialismo real. E por fim, Dilton Maynard investiga a utilização do ciberespaço por grupos de extrema-direita, principalmente organizações localizadas na América do Sul.

    Para completar esta edição dos Cadernos do Tempo Presente, oferecemos aos leitores duas resenhas. Pedro Carvalho Oliveira resenhou o livro “White Power Music: Scenes of extreme-right cultural resistance”, organizado por Anton Shekhovtsov e Paul Jackson. Em seguida temos a resenha confeccionada por Luyse Moraes Moura a partir da leitura da obra “A sombra do ditador: memórias políticas do Chile sob Pinochet”, escrita por Heraldo Muñoz. Boa leitura e até o próximo número.

    Os Editores

  • Um tempo mais que presente - ISSN 2179-2143
    n. 15 (2014)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº 10, abril de 2010


    A décima quinta edição dos Cadernos do Tempo Presente é marcada por uma rica diversidade de temas e perspectivas. Recompensando o nosso trabalho de mais de três anos, nosso periódico tem atraído pesquisadores de diferentes instituições. Neste número, felizmente, a tendência é mantida.
    Abrindo esta edição ,Elizabeth Cancelli enfoca o governo de Getúlio Vargas e sua relação entre justiça criminal e controle político com o texto Entre prerrogativas e regras: Justiça Criminal e Controle político no Regime Vargas (1930-1945). Em seguida, estudaremos com Fernanda da Conceição e Gláucia Assis e seu texto Pelas imagens e tramas tecnológicas na praça Tahrir: a “Primavera Árabe” no Egito em 2011 algo do ciberativismo em levantes que ocorreram na Praça Tahrir e resultaram na queda de Hosni Mubarak. Ainda falando de internet, mais precisamente a Web 2.0 e popularização do vídeo na Internet, Lilian França e Diego Lima oferecem o trabalho A história da Internet e a popularização do vídeo.
    O quarto artigo desta edição é “Enelcaminodel Che”: Ditaduras militares, luta armada e internacionalismo revolucionário na América do Sul nas décadas de 1960 e 1970, de Izabel Silva, aborda as ditaduras na América do Sul na década de 1960 e 1970 e movimentos revolucionários. Seguindo a ordem, Ester Fraga e Jorge Carvalho discutem representações da cultura norte-americana a partir do Almanaque do Bom Homem Ricardo com Almanaque do Bom Homem Ricardo: práticas educacionais norte-americanas e sua circulação no Brasil Oitocentista. Ainda temos Marcela Diniz e Vicentina Ramires em Literatura de Cordel: história e oralidade estudando a literatura de cordel, alguns aspectos ligados ao gênero e a importância do trabalho da oralidade na sala de aula.
    Também tratando de gênero e educação Alfrancio Ferreira nos contempla com As representações dos sentidos e significados atribuídos ao trabalho docente na perspectiva de gênero. Já o último artigo, cuja autoria é de Andreza Maynard, aborda um tema clássico, a II Guerra Mundial, mas com o olhar para as salas de cinema aracajuano, é intitulado A Segunda Guerra Mundial chega aos cinemas aracajuanos (1939 - 1945). Fechando a edição, temos a resenha de Felipe Paiva O sentido da luta de Théophile Obenga: O Egito faraônico e os desafios do tempo presente.

    Boa leitura.

    Os Editores.

  • Os Cadernos do Tempo Presente em Open Journal System - ISSN 2179-2143
    n. 16 (2014)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº 16, julho de 2014

     

    Da sua criação em 2010 até início de 2014 os Cadernos do Tempo Presente (CTP) trocou de roupa duas vezes. Iniciamos com um site simples, uma película que oportunizasse aos nossos leitores textos interdisciplinares de qualidade e informações sobre o Grupo de Estudos do Tempo Presente. Mas o tempo sugere mudanças, e foi isso que fizemos em 2012.

    Naquele ano, nossa revista se despiu daquele “modelito de inverno” – plano de fundo preto e letras brancas – e passou a usar uma película mais clara, com letras brilhantes no menu da sua home page. Mas, de nada adianta uma roupa nova, se ela não cumpre seu objetivo. O nosso é tornar a leitura mais dinâmica e acessível, trazendo conforto aos nossos autores, parceiros e leitores. Por isso, esta atual mudança é um tanto mais radical. Do formato em que vínhamos trabalhando, a partir desta 16ª edição, passamos a utilizar o sistema Open Journal Systems (OJS), adotando um novo endereço a partir do Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas (SEER) da Universidade Federal de Sergipe.

    Abrindo a 16ª edição, Karl Schurster assina um ensaio sobre a história do tempo presente. Em seguida, Maria Inês S. Stamatto e Kleber Gavião também analisam a história do tempo presente, porém nas questões do ENEM sobre história. Os conhecimentos privilegiados e as competências e habilidades trabalhadas. Nosso terceiro colaborador é Eduardo Scheidt, que traz uma pertinente discussão sobre como o Governo Hugo Chávez tem sido caracterizado nas produções acadêmicas.

    Edna Cristina do Prado e Isabela Macena dos Santos refletem sobre as eleições para o cargo de diretor nas escolas municipais de Alagoas. Já em outra perspectiva, Carmélia A. da Silva Miranda e Marcelo Nunes Rocha apresentam uma pesquisa que contempla a Comunidade Negra Rural de Lagedo, em Mirangaba, Bahia. O objetivo destes autores é contribuir com o debate acadêmico, social e político acerca dos direitos das populações negras rurais. O último artigo, de Carlos A. Barros Trubiliano, pretende uma melhor compreensão da formação econômica do Sul de Mato Grosso entre 1870 e 1920, tomando como base os estudos de Nelson Werneck Sodré.

    Este novo número possui duas resenhas. Cleverton Barros de Lima e Fábio Fiore de Aguiar. O primeiro discorre sobre a atuação de Joel Silveira na imprensa carioca (1937-1944), enquanto o segundo discute a obra A cozinha venenosa. Um jornal contra Hitler (2013), de Silvia Bittencourt.

    Assim, desejamos que nossa atual roupagem, exposta nesta 16ª edição, propicie excelentes reflexões, colabore em possíveis pesquisas e atenda da melhor maneira os nossos muitos leitores.

    Boa Leitura!

    Os Editores.

  • “O Tempo Não Para”: Diversidade na Edição 17 dos Cadernos do Tempo Presente – ISSN 2179-2143
    n. 17 (2014)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº 17, outubro de 2014

     

    O mês de outubro mal despontou e já podemos falar em inúmeros acontecimentos nacionais e globais. “A Suprema Corte estadunidense abriu caminho para o casamento gay em cinco dos seus Estados”. “O vírus ebola preocupa cada vez mais os países europeus”. “A passagem do tufão Phanfone no Japão deixa uma pessoa morta e quatro feridas”.  No Brasil, “os eleitores foram às urnas para escolha de seus representantes políticos, entretanto, apenas no fim deste mês será decidido quem assumirá a Presidência da República”.  Enquanto isso, e acompanhando o ritmo variado e constante dos eventos e fatos que não param, a revista Cadernos do Tempo Presente lança a sua 17ª edição.

    Assim como os diversos acontecimentos neste mês de outubro, nossa revista continua divulgando trabalhos com temas variados a fim de atender um público amplo de leitores. Francesco Zavatti analisa em seu trabalho a discussão sobre a etnogênese do povo romeno desde o século XVII até o período entre guerras, além do debate entre latinidade e dacianismo durante o regime Ceauşescu. Já o texto de Audrey Maria Mendes de Freitas Tapety traz à tona a produção historiográfica de Possidônio Queiroz e Dagoberto de Carvalho Jr. entre as décadas de 1970 e 1980 na cidade de Oeiras-PI através do Jornal O Cometa e da Revista do Instituto Histórico. Andréa Karla Ferreira Nunes e Kalyne Andrade Ribeiro deixam sua marca na revista com o artigo intitulado “Divisão de Tecnologia de Ensino: o olhar das produções acadêmicas”. Este busca entender o processo de consolidação de uma Divisão de Tecnologia de Ensino (DITE) e ao mesmo tempo enfatizar a DITE como responsável pela difusão do uso das tecnologias no cotidiano escolar, além da sua relevância para a educação sergipana.

    Ainda sobre a educação sergipana temos o trabalho “As solicitações de professores públicos primários em Sergipe (1849-1854)” dos autores Simone Silveira Amorim e Hugo de Almeida. Com um recorte temporal distante do anterior, este tem como objetivo demostrar o papel do estado como fiscalizador, regulador e gerenciador da instrução pública no que diz respeito ao trabalho do professor primário na província sergipana.

    Andresa Caroline Lopes de Oliveira e Edson Roberto Bogas Garcia buscam analisar as prosódias positivas, negativas e também neutras levando em consideração o item lexical “casamento” nas matérias divulgadas pela revista Marie Claire. Outro trabalho que vem compor esta edição e deixá-la mais diversificada pertence a Ébano Nunes. Numa perspectiva totalmente diferente dos demais artigos, este trata o cinema pornográfico e o erotismo como elementos importantes que compõem uma fonte histórica. Por fim, fechando esta edição, temos duas resenhas. A primeira de Clotildes Farias de Sousa, Associativismo voluntário, uma categoria central no pensamento de Alexis de Tocqueville, e a segunda intitulada A Guerra contra o esquecimento da Guerra, uma discussão de Charles Sidarta Machado Domingos sobre a obra de Rafael Hansen Quinsani.

    Cinema, Linguística e Imprensa Feminina, Educação e Tecnologia da Informação e da Comunicação, Educação na província sergipana, Produção Historiográfica em jornais e revista locais, Origem do povo romeno, Associativismo voluntário em Tocqueville e uma reflexão sobre a relação cinema-história e a Guerra Civil Espanhola imprimem uma edição diversificada com objetivo de melhor satisfazer nossos colaboradores e fieis leitores.

     

    Tenham uma boa leitura!

     

    Os editores.

  • Edição Número 18 - Horizonte de Expectativas - ISSN: 2179-2143
    n. 18 (2015)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição nº 18, janeiro de 2015

     

    O tempo avança implacavelmente e as convenções nos fazem refletir sobre a virada de ano e as ricas experiências que este 2014 nos deixou para refletir. Um ano intenso para o país, que começou relembrando os 50 anos do Golpe Militar, passou por um dos mais concorridos megaeventos da atualidade, a Copa do Mundo de futebol, e, para agitar ainda mais o “meio de campo”, vivenciou outro processo de campanha eleitoral em sua ainda jovem democracia.

    Tudo combustível para mais um ano de reflexões em que o Cadernos do Tempo Presente espera poder continuar contribuindo. Para saudar o novo ano, com horizonte aberto de expectativas, vamos de número novo, alcançando nossa 18ª edição e reafirmando a diversidade temática e disciplinar de nossa revista.

    Abrindo os trabalhos, temos uma contribuição do italiano Jacopo Bassi sobre o papel desempenhado pela Igreja ortodoxa albanesa durante a primeira fase da Guerra Fria, nos primeiros anos após a Segunda Guerra Mundial, quando, segundo o autor, a igreja agiu como um verdadeiro instrumento político e diplomático do Partido Comunista albanês.. Em seguida, temos um provocativo artigo de Daniel Chaves sobre o a história contemporânea do Platô das Guianas em perspectiva comparada, abordando os processos de colonização, descolonização e afirmação do que hoje é denominado República Cooperativa da Guiana, Guiana Francesa e Suriname após as Grandes Guerras. Pegando um viés na seara dos debates sobre etnias, temos um texto a quatro mãos escrito na Bahia. Wellington Amancio da Silva e Juracy Marques dos Santos nos provocam com uma discussão sobre a educação indígena e os movimentos sociais. Os autores investem em um reforçado quadro teórico da Sociologia e Filosofia da Educação para discutir, por um paradigma de pedagogia crítica, as experiências de alteridade positiva e de uma educação engajada que corresponda às demandas da comunidade em questão.

    Voltando à história e à reflexão da própria disciplina no recorte do tempo presente, o trabalho de Sara Oliveira Farias, logo na sequência, se debruça sobre os significados da memória e seus usos, explorando a relação da história oral com a História do Tempo Presente, a partir da experiência de trabalhadores e ex-trabalhadores de uma mineradora multinacional nos anos 1980 e 1990, na Bahia.  No quarto artigo, Joaquim Tavares da Conceição apresenta uma reflexão histórica sobre a permanência, configuração e características dos colégios internatos em Sergipe, na primeira metade do século XX, traço marcante da cultura escolar sergipana que pode revelar muitos aspectos da sociedade de um tempo.

    Tendo já dialogado com a antropologia e a história oral, vamos a um trabalho de história cultural, colaboração de Marcello Carreiro sobre cinema e construção identitária, em que o autor recupera os exemplos de dois longa-metragens dos anos 1980. Por fim, após termos passeado por distintas abordagens para a história contemporânea, apresentamos o texto da socióloga venezuelana Nadeska Silva Querales que encerra a seção de artigos desta edição com uma discussão sobre  a CELAC e o projeto de integração regional que surge em resposta à necessidade de articulação entre os Estados membros.

    Para não perder o costume, nossos Cadernos contam ainda com as resenhas de duas obras. Na primeira, Lucas Gaspar trata da obra O impasse da Política Urbana no Brasil, de Erminia Maricato (Vozes, 2012). Neste livro a autora chama atenção para a atual estagnação, política e acadêmica, da agenda pautada pela redemocratização. Gaspar nos convida a ler Maricato para conhecer as contradições de nossa política urbana atual, especialmente destacando o lugar de fala da autora e sua atuação durante os governos Lula e na criação do Ministério das Cidades. A segunda resenha e último texto da vez é assinado por Herculanun Ghirello-pires, que mais uma vez percorrendo nos sugere observar o universo urbano, mas agora pela perspectiva de Rosane Feijão em Moda e Modernidade na belle époque carioca (Estação das Letras e Cores, 2011), que nos leva de volta ao início do século XX, com enfoque específico na cidade do Rio de Janeiro, então capital da república brasileira.

    Desejamos a todos uma boa leitura e até a próxima!

    Os Editores

  • Discursos sobre Internet, Tempo, Saúde e Educação na 19ª Edição - ISSN: 2179-2143
    n. 19 (2015)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 19, abril de 2015

    A revista Cadernos do Tempo Presente continua em movimento. Prosseguimos com a nossa 19ª edição acompanhando e buscando analisar variadas experiências. Seguimos refletindo sobre a temporalidade e a complexa relação entre passado e presente com uma gama de temas e problematizações. Continuamos assim, sendo movidos por aquilo que cerca o “tempo presente”: os discursos heterogêneos.

    Giuseppe Frederico Benedini abre a seção de artigos com seu trabalho, “A Rússia Czarista e as origens da Revolução: um ensaio”. Em sua apresentação sobre a política vigente nos reinados sucessivos da dinastia Romanov, de Alexandre I a Nicolau II, veremos as mais importantes transformações sociais ocorridas na Rússia daquela época, incluindo os movimentos políticos e culturais de oposição ao regime.

    Em “Os movimentos sociais das “Gentes do Mar” no Brasil”, Arilson dos Santos Gomes faz uma pertinente discussão sobre a importância dos movimentos sociais no final do século XIX e início do século XX ligados ao ‘povo brasileiro do mar’, os pescadores. Suas atividades no mar e na terra e o constante diálogo entre estes dois mundos.

    Nesta Edição, nos preocupamos em presentear nossos leitores com um dossiê sobre saúde e internet, ao observarmos o aumento e a frequência com que os internautas tem visitado a web em busca de informações sobre tratamento médico e os usos das redes sociais cibernéticas enquanto espaços de promoção para variados fins. André Pereira Neto e Mônica Dantas trazem no primeiro artigo desse Dossiê uma análise sobre a violência simbólica sofrida pelo grupo denominado GLBT nos discursos homofóbicos, e suas reações no Facebook “Rio sem Homofobia – Grupo Público”.

    Os usos de uma Fan Page do Facebook como estratégia de comunicação para divulgação das ações do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz) pode ser apreciado no segundo artigo do Dossiê. Intitulado “O uso de Fan Page como estratégia de comunicação institucional” o trabalho tem como autoras Renata Rezende e Cristiane Almeida.

    Na linha sobre saúde, Rita Machado e Maria da Costa discutem a internet como um fenômeno contemporâneo que revolucionou a sociedade e mudou o modo como as pessoas lidam com a saúde em “Disponibilidade da informação para pacientes de câncer: a internet como ferramenta de visibilidade e construção de empoderamento”,

    Finalizando o Dossiê, temos o artigo de Tatiana Clébicar e Kátia Lerner. “Interatividade nas fanpages do Facebook de jornais cariocas: o caso das notícias de saúde” faz uma significativa comparação dos indicadores de interatividade nas publicações sobre saúde nas fanpages do Facebook dos jornais cariocas O Globo e O Dia.

    Nossos variados discursos não param por aí. A resenha de Clotildes de Sousa discorre sobre a obra Didática para Licenciaturas, de Itamar Freitas, em que o autor discute os limites entre aprendizagem e ensino. Noutro viés, Diogo Perin reflete sobre a narrativa de Paulo Knauss no texto A cidade como sentimento: história e memória de um acontecimento na sociedade contemporânea — o incêndio do Gran Circus Norte-Americano em Niterói, 1961.

    Tenham todos uma ótima leitura!

    Os Editores

     

  • Um Mundo em Crise! - ISSN: 2179-2143
    n. 20 (2015)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 20, julho de 2015

     

    Imigração, guerras, baixa na economia, extremismos políticos. Estes são apenas alguns fatores que têm provocado abalos “sísmicos” na superfície do sistema mundial atualmente. Em sintonia com estes acontecimentos, o 20º número dos Cadernos do Tempo Presente presenteia seus leitores com textos que em sua maioria, apresentam discussões significativas sobre estas temáticas e fazem um diálogo com tensões políticas do século XX.

    Em, Extremismo, Nacionalismo e Conservadorismo político: um estudo sobre o tempo presente na Europa, Karl Schurster analisa o crescente extremismo político no velho mundo, influenciado por um nacionalismo exacerbado ante problemas gerados pela migração e pelas questões trabalhistas.

    Nesta mesma linha, na América do Sul, Rafael Alonso no artigo, A História Política Recente do Equador: da instabilidade crônica à eleição de Rafael Correa (1996-2006), apresenta o instável quadro político e econômico do Equador em anos recentes, afetando assim a legitimidade popular.

    Voltando um pouco no tempo, mas ainda centrados nas crises mundiais, mais dois textos dão foco ao extremismo:

    De Jango a Castello: O golpe civil-militar e suas repercussões na política externa brasileira (1961-67), escrito por Leandro Gavião e Rafael Rosa, discute o Golpe Militar no Brasil (1964) e a formulação de uma política externa alicerçada no americanismo e no globalismo. A influência do pensamento autoritário da Ação Francesa no governo provisório de Vichy, título do artigo de Guilherme Andrade e Rafael Botton, mostra o processo de consolidação da extrema direita na França e a política colaboracionista do Governo de Vichy.

    José Maria Neto, num outro viés, discorre sobre a utilização da imagem para fins políticos no trabalho “Convergenza d’interessi, forze, costumi, religioni, vizi e virtu”: O Império Romano como metáfora visual no Cinema Italiano (1909-1937). Como os filmes sobre o Império Romano desta época se relacionavam com a política italiana nas primeiras décadas do século XX.

    As resenhas também apresentam “tremores”. Raquel Assis faz uma abordagem da obra de Max Hastings (2012),Inferno: o mundo entre guerra 1939-1945, sobre particularidades da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Já Kate Oliveira aponta para as raízes do problema com a educação em Sergipe, ao analisar o livro Configuração do Trabalho Docente: a Instrução Primária em Sergipe no Século XIX (1826-1889), de Simone Amorim.

    Desejamos a todos uma ótima leitura!

    Os Editores

  • Temas em foco no 21º número - ISSN: 2179-2143
    n. 21 (2015)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 21, outubro de 2015

     

    O Cadernos do Tempo Presente selecionou temas como economia, política, segurança, educação e relações sociais ao lançar sua 21ª edição. Expandido suas fronteiras nacionais e internacionais, este número percorre norte e sul do Brasil com uma breve, mas, significativa parada pela Venezuela, para apresentar aos seus leitores textos que promovem discussões fundamentais.

    Nadeska Querales analisa a situação política e econômica da Venezuela a partir das ações empreendidas pela UNASUR (UNASUL) e a ALBA, no artigo La situacion politica de Venezuela em la agenda institucional de la ALBA y la UNASUR.

    Voltando ao Brasil o artigo Ensaio Geral: a ação da Censura sobre a arte teatral no Espírito Santo durante a Ditadura Militar, de Duílio Kuster Cid toma como referência a situação nacional ao traçar um panorama da ação da Censura sobre a arte teatral do Espírito Santo durante a Ditadura Militar.

    A política de defesa nacional brasileira apresenta diferentes versões. Uma destas, a indústria de defesa como garantia de segurança e o estabelecimento de um complexo industrial-militar são o cerne do texto de Marcelo Carreiro da Silva, A Indústria de Defesa na Economia e Política Externa do Brasil Contemporâneo.

    Os autores Alfrancio Dias e Daniele Brito estabelecem um diálogo entre educação e gênero ao tratarem da educação feminina com ênfase nas oportunidades educacionais e sociais através da profissionalização do magistério em Jequié, Bahia, entre os anos de 1960 e 1980.

    Por outro lado, a Educação Colonial do Império Português em África (1850-1950), de Giselda Brito Silva, por sua vez, debate o formato da educação destinada aos indígenas das colônias portuguesas em África, no período entre 1850 e 1950, e seus motivos de divergências entre as autoridades coloniais.

    Concluindo a seção de artigos, Márcio Nicory Souza discorre sobre relações sociais. Seu texto Pensando em ordem/caos na feira-livre: notas sobre o higiênico, o “limpo/sujo” e o improviso, apresenta algumas representações sobre o sujo, puro/impuro etc. a partir das práticas comerciais de feirantes, tomando o aporte teórico da Antropologia e da Sociologia.

    Cuidadosamente escolhidas, a resenha de Daniel Afonso da Silva sobre a obra Les dossiers de la CIA sur la France – 1981-2010: dans le secret des présidents, de Vincent Nouzille, uma análise da parceria entre França e EUA durante as I e II Guerras Mundiais; e a resenha do texto de Friedrich Engels, Anti-Dühring: a revolução da ciência segundo o senhor Eugen Dühring, escrita por Christian Lindberg Lopes do Nascimento, encerram este número do Cadernos.

    Tenham uma ótima leitura!

    Os Editores.

     

  • Educação, História e Tecnologias - ISSN: 2179-2143
    n. 22 (2016)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 22, janeiro 2016

     

    Cibercultura, educação, memória, patrimônio, relações de gênero, história e literatura. Em sua 22ª edição, o Cadernos do Tempo Presente apresenta textos que discutem e dialogam com esses assuntos. Ao contemplar tal diversidade temática em seus trabalhos, nossa revista pretende continuar atendendo a um público amplo de leitores.

    Inciamos esse número com o artigo Nos vestígios e registros do saber: arquivos, patrimônio e pesquisas educacionais, de Marcelo de Sousa Neto e Pedro Fontineles Filho. Os autores analisam as relações teórico-metodológicas entre, arquivos, patrimônio e educação no conhecimento das sociedades.

    Dando continuidade às discussões sobre a área educacional, Simone Lucena investiga como a difusão das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) potencializou o surgimento de novas formas de aprender. A autora também discute os usos das TIC na educação a distância. No artigo seguinte, Patrícia Silva e Josefa Eliana Souza refletem sobre a trajetória de vida de Nestor Piva, destacando, sobretudo, suas contribuições médicas e docentes em Sergipe.

    Também compõe essa edição, o texto Fragmentos da condição feminina e a lógica jurídica no início da república: Recife (1920-1940). Nele, Inocência Galvão Neta discute a violência nas relações de gênero no início do século XX, sobretudo nas décadas de vinte e trinta. A autora trata da condição feminina no âmbito jurídico da época.

    Ainda nesse 22º volume, passeamos entre a História e a Literatura através do trabalho de Kalhil Gibran de Lucena. O autor apresenta o cordel como uma produção cultural que transita entre as fronteiras desses dois campos do saber. Evidencia que a literatura de cordel relata acontecimentos políticos, econômicos e culturais de uma determinada época e, por isso, constitui-se fonte histórica e registro de memória da sociedade brasileira.

    Concluindo a seção de artigos, Tiago Fernandes Alves discorre sobre configurações espaciais efetivadas pelas sociabilidades na festa de São João de Campina Grande – PB. O autor observa como a produção de lugares é pensada a partir das distinções sociais, por meio da variação de preços e do monopólio de produtos a serem consumidos.

    Apresentamos, por fim, a resenha de Kassiana Braga sobre o livro A aventura de contar-se feminismos, escrita de si e invenções da subjetividade, de Margareth Rago; e a resenha da obra A grande onda vai te pegar. Marketing, espetáculo e ciberespaço na Bola de Neve Church, de  Eduardo Maranhão Filho, escrita por Zilma Lopes, que encerram este número dos Cadernos.

     

    Desejamos a todos uma ótima leitura!

     

    Os Editores

  • Dossiê História, Educação & Sociedade - ISSN: 2179-2143
    n. 23 (2016)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 23, abril de 2016

     

    Esta edição dos Cadernos do Tempo Presente traz consigo textos livres e um dossiê, intitulado História, Educação & Sociedade. Para nossa revista, ter a oportunidade de abrigar coletâneas de textos produzidos por pesquisadores vinculados à Pós-Graduação é privilégio. Estamos contentes pela adesão dos estudiosos que compõem esse dossiê e esperamos contar com a mesma confiança de outros pesquisadores. Nossa revista está sempre aberta a propostas de blocos temáticos.

    Ao mesmo tempo, a contínua colaboração de autores que individualmente submetem seus artigos ao nosso periódico permanece fundamental para a existência dos CTP, sobretudo depois do grave problema decorrente do nosso “sumiço” temporário da plataforma Qualis Capes. Problema que esperamos ver resolvido no setembro que se inicia.

    Entre os textos que antecedem ao dossiê, o primeiro é de Luiz Alberto Ribeiro Rodrigues, cujo objetivo é estudar a gestão escolar nos sistemas municipais e estadual de educação em Pernambuco, caracterizando suas concepções e práticas. Para isso utilizou como aporte teórico os conceitos de gestão escolar democrática e autonomia nas perspectivas pedagógica, administrativa e da gestão financeira, além de elementos da teoria da administração existente na prática de gestão escolar. Como metodologia utilizou da pesquisa participante e análise de políticas públicas. Sendo assim, procurou compreender e problematizar aspectos técnicos, políticos e estratégicos da gestão escolar.

    Ainda na área de políticas públicas e gestão democrática, mas com foco nas escolas da rede estadual de ensino de Alagoas, Luciene Amaral da Silvae Inalda Maria dos Santos investigam a presença de indicações de gestores dentro deste processo.  Ou seja, as autoras identificam as falhas no sistema democrático de gestores escolares no estado e na sua Legislação. Para esta pesquisa utilizaram do método qualitativo em um estudo de caso, mais especificamente em três escolas, para apresentar como a participação da sociedade civil no Conselho Escolar e suas medidas ainda possuem deficiências no estado de Alagoas.

    Mudando o foco para as Ciências Sociais a partir dos Estudos Culturais, José Cristian Góes faz uma reflexão teórica dos conceitos de identidade e dispositivos, observando seus entrelaçamentos. Para tal, Góes entende identidade como uma construção social presente no cotidiano. Ao passo que adota as ideias de Michel Foucault sobre dispositivos como uma ferramenta política utilizada nas relações de poder. Assim, o autor tenta pensar as configurações contemporâneas e globalizantes das identidades.

    Em seguida, temos um dossiê sobre História, Educação & Sociedade, composto por sete artigos produzidos por pesquisadores de diferentes instituições. Abrindo os trabalhos, Ana Paula Leite Nascimento e Maria Helena Santana Cruz fazem um estudo sobre a relação entre escola e juventude. Trabalhando com a ideia de cultura a partir das culturas juvenis das escolas, as autoras discutem os desafios do diálogo entre os sujeitos escolares e contribuem com referências teóricas para entender manifestações e estilos da vida juvenil.

    Já em uma abordagem mais voltada para a História Econômica e marcante influência do conceito marxista de lutas de classes, Jailda Evangelista do Nascimento Carvalho e Sônia Meire Santos Azevedo de Jesus analisam a contradição entre o avanço de políticas públicas na Educação Superior e o fechamento das escolas no campo em Sergipe. Observando o contexto neoliberal do agronegócio e as transformações que esse sistema causou na vida camponesa, elas refletem sobre como este cenário causou danos na educação dos camponeses.

    No texto seguinte, com o propósito de abordar a construção de conhecimento nas redes, Maria Conceição da Silva Linhares observa como nestes espaços se processa a interação entre sujeitos e o meio. Desta forma, a autora reflete sobre as conexões entre os indivíduos e os contextos socioculturais que estão inseridos e a forma como os percebem. Para isto, utilizada as ideias da relação dialógica como princípio de formação e a metáfora do conhecimento como fluxo de comunicação e interação. Isso para evidenciar como conceitos, saberes e contextos se interconectam através de uma rede.

    Continuando no tema sobre TICs, Socorro Aparecida Cabral Pereira trabalha com a formação de professores e a sua inserção no contexto digital. Para isso, utiliza o paradigma educacional emergente proposto por Maria Cândido Moraes e as narrativas dos bolsistas de Iniciação a Docência (PIBID) como campo de reflexão teórica. São utilizadas as ideias de cibercultura, interatividade e colaboração narrativas para entender como ocorre a inserção destes indivíduos no ciberespaço.

    O terceiro artigo do dossiê é de autoria de Flávia Lopes Pacheco,  cujo trabalho reflete sobre as relações entre educação e cultura popular. A autora entende que a educação possui um caráter emancipador capaz de transformações sociais e de combate ao domínio sobre povo. Sendo assim, neste texto são analisadas essas concepções por meio da educação popular fora dos espaços escolares com a criação de projetos com tais fins. Neste cenário, Pacheco adota principalmente as ideias de Paulo Freire na elaboração destas iniciativas.

    Finalizando o dossiê, os dois últimos artigos tratam-se de textos na área da linguagem, abordando sobre o ensino de inglês. O primeiro, de Aline Cajé Bernardo, trabalha com o conceito de identidade no processo de ensino e aprendizagem do inglês. Seu objetivo é analisar como as interações dos alunos com os estrangeiros contribuem para a ressignificação das identidades e influencia na aprendizagem do novo idioma. Nesta abordagem a autora entende que a compreensão da língua é uma pratica social. Como aporte teórico-metodológico utilizou da Teoria da Relação com o Saber de Bernard Charlot e realizou entrevistas com estudantes do ensino fundamental aplicando questionários.

    Encerrando a coletânea, Rodrigo Belfort Gomes investiga o método direto para o ensino de inglês. Criado no século XIX com o advento dos estudos fonéticos e instituído no Brasil em 1931, este método priorizava a oralidade. Em seu texto, Gomes analisa a lei que instituiu o referido método e a sua recepção por parte dos professores, observando as possíveis reações aos métodos da gramática e da tradução.

    Após o dossiê, temos a resenha de Diego Leonardo Santana Silva sobre a obra “A informação: uma história, uma teoria, uma enxurrada” de James Gleick.

    Desejamos a todos uma ótima leitura!

    Os Editores

  • 1º Volumen - Dosier Políticas exteriores de Sudamérica - ISSN: 2179-2143
    n. 24 (2016)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 24, julho de 2016

    El trabajo académico es considerado como una labor en solitario, especialmente en las ciencias humanas, pero en la lectura cotidiana se percibe que esto es una ilusión: el conocimiento sólo se construye colectivamente. Este es el origen del Observatorio de Política Exterior (OPEX). Su nacimiento está ligado a la conjunción de dos experiencias, una de enseñanza y otra de investigación.

    El Observatorio de Política Exterior (OPEx) es un proyecto de extensión universitaria desarrollado en el ámbito del Grupo de Estudios de Defensa y Seguridad Internacional (GEDES), en conjunto  con el “Grupo de Estudos Comparados em Política Externa e Defesa (COPEDE/GEDES/ Universidade Federal de Sergipe)”; la Escuela de Relaciones Internacionales de la Universidad Nacional de Rosario, Argentina y con el Programa de Relaciones Internacionales de la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de la República, Uruguay.

    El OPEX publica información acerca de la política exterior de los países sudamericanos, semanalmente, al mismo tiempo en que busca la construcción de una base de datos compatible con la investigación académico-científica. De este modo, y por medio de los datos producidos, se construye una visión panorámica acerca de la evolución de las relaciones internacionales de América del Sur y se cuenta con un registro histórico que sirve de herramienta para la observación de la regularidad, de la continuidad y de los cambios producidos en un determinado recorte temporal, así como acerca de la coyuntura regional y doméstica donde tuvieron lugar dichos cambios.

    Por lo último, pero no menos importante, es válido destacar la posibilidad que otorga de analizar las distintas vertientes políticas de los medios de comunicación y los diferentes tratamientos acerca de la política exterior.

    Investigadores de distintos centros académicos del Cono Sur compartimos la percepción de que nuestros temas de investigación no encontraban eco suficiente en la prensa, considerada aún hoy como casi un cuarto poder para la construcción de regímenes democráticos. Y es esa misma prensa que no sólo forma (y deforma) la opinión pública, sino que, además, sirve de base para la toma de decisión, constituyéndose -a veces- en el único espacio para la discusión entre aquellos que son llamados para diseñar políticas públicas, como son los burócratas, políticos y funcionarios del Estado.

    En la época de surgimiento del OPEx, entre 2003 y 2004, prácticamente no existían reseñas sobre política externa extraídas de diarios y otros medios de prensa. Lo que había era una preocupación de las Cancillerías, así como de otros Ministerios, en sus respectivas carteras, en hacer un seguimiento de los medios para informarse sobre la aceptación/rechazo del gobierno y sus políticas en el área de relaciones exteriores. Además, la propuesta era crear un instrumento de análisis de la prensa en cada país de la región, comenzando por Brasil, que tuviera su fuente de datos en la revisión sistemática de diarios y revistas nacionales más importantes por cada país específico.

    Como resultado de nuestra labor conjunta, y a partir de los informes semanales de seguimiento de noticias que utilizamos como fuente de información, hemos preparado dos volúmenes del dossier “Políticas exteriores de Sudamérica”  que representan el esfuerzo colectivo entre los equipos que conformamos el OPEA (Observatorio de Política Exterior Argentina), el OPEB (Observatorio de Política Exterior de Brasil), el OPEP (Observatorio de Política Exterior Paraguaya), el OPEU (Observatorio de Política Exterior Uruguaya) y el OPEV (Observatorio de Política Exterior Venezolana).

    El primer dossier, que aquí presentamos, incluye ocho contribuciones acerca de las políticas exteriores de Sudamérica y distintas relaciones bilaterales entre nuestros países y con actores extra-regionales.

    Los artículos relativos a las políticas exteriores de Sudamérica promueven una mirada de la política exterior de al menos dos gestiones, en algunos casos de modo comparativo. En tal sentido, se encuentra el análisis de los tres gobiernos kirchneristas de la Argentina en el trabajo de María del Pilar Bueno; las gestiones de Vázquez y Mujica en Uruguay en el aporte de Diego Hernández Nilson Nicolás Pose y Andrés Raggio; la contribución de Evelyn Moreno y Giovanna Ayres Arantes de Paiva sobre Chávez y Maduro en Venezuela y finalmente, las gestiones de Lugo y Cartes en Paraguay realizado por Érica Winand, Joana Andrade, Luan Vieira Pimentel y Jorge Matheus Rodrígues.

    Constituye un elemento distintivo, que los gobiernos analizados, en todos los casos exceptuando a Horacio Cartes del Partido Colorado del Paraguay, responden a coaliciones con componentes de izquierda o centro-izquierda, tanto el Frente Amplio de Uruguay, como el Frente para la Victoria de la Argentina, el Partido Socialista Unido de Venezuela y el Partido Frente Guasú de Paraguay. Este hecho se vuelve aún más distintivo en el momento en el que se publica este dossier, dado que nos encontramos ante un nuevo giro a la derecha en nuestra región y esto ha llevado a un necesario análisis de fin de ciclo en los gobiernos denominados progresistas y/o de izquierda.

    Del mismo modo, el dossier involucra la búsqueda por presentar relaciones bilaterales o multilaterales entre los países que componen el OPEX, así como con otros países y regiones consideradas estratégicas. El trabajo de Débora Akemi Agata, Kimberly Alves Digolin y Jonathan de Araujo de Assis alude a las relaciones entre Brasil y el Continente Africano, teniendo en cuenta que se trata de un lazo originario que incidió en la conformación de la identidad nacional de Brasil. El aporte de Rafael Alvariza refiere a las relaciones Brasil-Uruguay en el contexto del progresismo uruguayo y del intento por profundizar las relaciones bilaterales con actores claves de la región.

    La contribución desarrollada por Amanda Ferreira, Julia de Souza Borba Gonçalves, Jonathan de Araujo de Assis, Rúbia Áisa Marcondes da Fonseca y Vitor Garcia de Oliveira Raymundo se concentra en las relaciones bilaterales Brasil-Argentina durante el segundo gobierno de Lula da Silva (2007-2010) y el final de la gestión de Néstor Kirchner y comienzo de la Presidencia de Cristina Fernández en Argentina. Se trata de un análisis desde el aporte teórico del constructivismo que busca comprender la influencia de dicho vínculo en el Mercosur. Su contenido involucra un diálogo con el aporte de otros autores del dossier focalizados en la política exterior argentina y en la política exterior de Brasil. 

    María Julia Francés desarrolla su artículo en torno a la relación entre Argentina y México, tomando como eje teórico la escuela puigeana de la autonomía, tal como lo hace Bueno en el capítulo referido a la política exterior de los Kirchner presente en la primera sección. En tal sentido, se pregunta por la incidencia de las variables persistentes de la política exterior argentina en la relación bilateral con México durante el kirchnerismo.

    Queremos reconocer la Revista Cadernos do Tempo Presente por la edición del presente dossier que contempla los análisis producidos a través de los informes del OPEx, en conformidad con los objetivos de consolidar el Tiempo Presente como legitimo horizonte de investigación, dotado de distintas fuentes, de las cuales se pude considerar la prensa, no por la imparcialidad de las informaciones vehiculadas, sino por reflejar los distintos intereses que coexisten en el proceso de formulación de las políticas exteriores.

    Para finalizar, queremos agradecer el trabajo de los equipos del OPEx, valorar estos trece años de visión conjunta y manifestar nuestro firme deseo de continuar profundizando nuestros lazos institucionales y personales, en esta doble mirada del proyecto de los Observatorios, como enseñanza e investigación orientados a la extensión del conocimiento y su construcción colectiva.

     

    Diego Hernández Nilson (Universidad de la Republica de Uruguay)

    Érica C. A. Winand (Universidade Federal de Sergipe)

    María del Pilar Bueno (Universidad Nacional de Rosario-Argentina)

  • 2º Volumen – Dosier Temas de las Agendas Sudamericanas - ISSN: 2179-2143
    n. 25 (2016)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 25, outubro de 2016

     

    Los dos volúmenes del dossier “Políticas Exteriores de Sudamerica” forman parte de un esfuerzo colectivo entre el OPEA (Observatorio de Política Exterior Argentina), el OPEB (Observatorio de Política Exterior de Brasil), el OPEP (Observatorio de Política Exterior Paraguaya), el OPEU (Observatorio de Política Exterior Uruguaya) y el OPEV (Observatorio de Política Exterior Venezolana), como se explica en el primer volumen de este Dossier. Cada grupo preparó una serie de artículos a los quales se adjuntaran otros profesores extranjeros, como una forma de ampliar el debate. Asimismo, hemos hecho lecturas cruzadas de los mismos, como proceso de revisión por pares que nos ha permitido, a su vez, profundizar el conocimiento sobre el trabajo de nuestros colegas, así como tender mayores puentes entre los aportes del Dossier.  

    Como se colocó en el primer volumen, el proyecto "Observatorio de Política Exterior" comenzó en Brasil, más precisamente entre los estudiantes y profesores del curso de Relaciones Internacionales de UNESP- Franca. Sin embargo, algunos acontecimientos y coincidencias fueron de importancia crucial para la consolidación de la iniciativa a nivel sudamericano, tales como el ingeso, aún en 2004, de la profesora Ana María Stuart al referido curso. La Dra. Stuart había realizado sus estudios de graduación en la Universidad Nacional de Rosario, donde estuvo la primera facultad de Relaciones Internacionales en América del Sur, y ella tenía allí colegas y amigos del área. La profesora se tornó una entusiasta integrante del OPEX, promoviendo su divulgación en la UNR donde encontró en la Escuela de Relaciones Internacionales de la Facultad de Ciencia Política y Relaciones Internacionales y especialmente en la Dra. Gladys Lechini, un espacio para el desarrollo conjunto del proyecto.  

    Paralelamente, la primera coordinadora del Observatorio de Política Exterior de Brasil buscó la incorporación de un equipo de Uruguay a través de su amigo y colega del Observatorio de Defensa y Fuerzas Armadas, Julián González Guyer, profesor de la Universidad de la República, lo que fue posible con la participación del Programa de Estudios Internacionales.

    Con la unión de los tres equipos finalmente, el proyecto original de cooperación científica y quiebre de desconfianzas políticas, según estaba previsto que fuera el OPEX, se realizó y ya para mediados de los años 2000, contaba con un conjunto de personas pensando la política exterior de cada país a partir de la producción de análisis semanales de noticias de prensa. A estos tres pioneros se unieron luego otros equipos de la región.

    Un equipo de Chile fue incorporado por invitación del OPEA y permaneció por algún tiempo; el de Paraguay, autóctono al principio, por algún tiempo, hoy tiene en la Universidad Federal de Sergipe la continuidad en la producción del OPEP. Continúa siendo objetivo del OPEX tejer nuevos vínculos y asociaciones, siempre en busca de calidad científica para las lecturas de políticas exterior e igualmente promoviendo la internacionalización de la investigación y de los estudios en relaciones internacionales. Más importante, y como denota el presente dossier, la estrategia sistemática adoptada para la preparación de los informes de cada uno de los equipos genera que el OPEX sea también un instrumento de difusión del diálogo, del consenso, de la amistad y, por consiguiente, de la paz entre las naciones del Cono Sur de América, en un contexto democrático.

    En estos trece años de desarrollo y construcción conjunta, los equipos han cambiado y los objetivos se han profundizando. Cada Observatorio conserva proyectos propios que lo distinguen de los otros, pero nos une el semanario de política exterior, como seguimiento sistemático de las noticias de política exterior publicadas en la prensa en los distintos Estados que lo componemos. Existen una gran variedad de proyectos en común que consolidan nuestra unión y nuestro deseo de incrementar la cooperación y la amistad que nos caracteriza. Uno de los proyectos en común consiste en cruzar miradas nacionales y, al mismo tiempo, puntos de vista sudamericanos acerca de las relaciones dentro de la región y fuera de ella. Y así se explica esto Dossier.

    El segundo volumen del dossier “Políticas Exteriores de Sudamérica” que aquí presentamos, incluye otras ocho contribuciones que se congregan por tener en común el objetivo de abarcar de manera más amplia la diversificada agenda de política exterior de cada país analizado. No privilegia las relaciones de países sudamericanos con sus vecinos solamente, sino que reconoce la importancia de abarcar las relaciones extra regionales para la comprensión de las estrategias de inserción y sus potenciales ayudas o riesgos para la cohesión de la región. De esto modo, el primer articulo, de Guilherme Paul Berdú es relativo a la política exterior del Brasil frente al espionaje de los Estados Unidos y su impacto en los espacios de cooperación e integración subregionales como Mercosur y Unasur, en un escenario internacional donde convergen otros actos similares y la búsqueda por consolidar la gobernanza internacional de internet. Por su parte, Fernández Luzuriaga desarrolla un capítulo relativo a la política exterior del Uruguay frente al conflicto internacional desatado en Siria en el año 2013, las implicancias de la utilización de armas químicas y el intervencionismo norteamericano. El autor se vale de enfoques teóricos que, entre otros, provienen de la autonomía, como Bueno y Francés, aunque en este caso anclado en el concepto de autonomía relacional de Roberto Russell. En estrecha relación con el análisis de Luzuriaga, Florencia Tinnirello analiza la política exterior argentina frente al conflicto palestino-israelí durante las presidencias kirchneristas y basándose en la autonomía relacional como principal enfoque teórico.  El capítulo de Agustin Albini se concentra en un tema candente de la política exterior argentina e internacional por el conflicto con los holdouts en un contexto internacional de debate sobre la arquitectura financiera y la reestructuración de deudas soberanas.

    Del mismo modo que busca ampliar o debate acerca de la agenda de la política exterior, el presente volumen es caracterizado por abarcar abordajes más críticas. El aporte de Antonela Busconi remite a la agenda de derechos en la Argentina y su posicionamiento internacional frente a la defensa de los derechos de la mujer. En este capítulo se constata la búsqueda por alejarse del mainstream teórico de las Relaciones Internacionales y analizar el objeto desde las teorías feministas en su interés emancipador.

    Andrés Raggio estudia el contenido de la agenda de política exterior uruguaya del año 2013, durante la administración de Mujica, tanto en los temas como en las dimensiones más relevantes de dicha política, particularmente, las dimensiones política, económica-comercial, integración y cooperación. En tal sentido, identifica la relevancia de Sudamerica desde un punto de vista político y de la integración regional.

    Valorando la importancia de la agenda democrática en nuestra región, y especialmente en el Paraguay, la obra culmina con dos aportes relativos a las elecciones generales y la situación acaecida con el golpe perpetrado contra Fernando Lugo. El capítulo de Érica Brandao, Joana Maria Andrade y Rodrigo Barros de Albuquerque analiza tanto el contexto electoral como las fuerzas domésticas que apoyaron el gobierno como aquellas que lo desestabilizaron y las reacciones de los países de la región en los espacios de cooperación e integración como Mercosur y Unasur. El aporte de Israel Roberto Barnabé, Flora Varvalho de Oliveira e Freitas Fonseca y Marcos Rogério Vieira de Araujo Filho, se concentra en las dinámicas internacionales que colindan hacia la recuperación democrática en nuestra región y que derivan en los discursos de izquierda y populares que en gran parte se analizan en esta obra. Esto sin dejar de lado la doble mirada del discurso democrático, con la que los autores analizan el gobierno de Fernando Lugo.

    Deseamos a todos uma buena lectura!

    Diego Hernández Nilson (Universidad de la Republica de Uruguay)

    Érica C. A. Winand (Universidade Federal de Sergipe)

    María del Pilar Bueno (Universidad Nacional de Rosario-Argentina)

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