Arquivos - Página 2

  • Entre Relações de Poder e Modernização Urbana: as muitas faces da 26ª edição - ISSN: 2179-2143
    n. 26 (2017)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 26, janeiro de 2017

    Relações de Poder, Educação, Extrema-direita, Cultura, Rock Brasileiro e Modernização Urbana. Em sua 26ª edição, os Cadernos do Tempo Presente apresenta textos que discutem e dialogam com esses assuntos. Ao contemplar tal diversidade temática em seus trabalhos, nossa revista pretende continuar atendendo a um público amplo de leitores.

    Iniciamos esse número com o artigo El poder popular en el espacio comunal venezolano: ¿descentralización o centralismo?, de Rosangel Alvarez. Partindo do pressuposto de que a descentralização promove espaços territoriais e novos centros de poder mais próximos do cidadão, o artigo analisa até que ponto a incorporação do espaço comunal venezuelano como base de organização local do poder popular, viola as disposições constitucionais neste assunto.

    Dando continuidade às discussões sobre poder, Eloy Tonon e Soeli Regina Lima tratam das relações de poder envolvidas no processo judicial da Batalha do Irani contra José Fabrício das Neves e outros. Os autores analisaram o perfil socioeconômico dos depoentes, contextualizando com a realidade da sociedade brasileira das primeiras décadas do século XX.

    No artigo seguinte, Sara Farias analisa alguns aspectos da história e da atuação do Movimento de Educação de Base (MEB), através dos discursos produzidos por cartilhas, livros, documentos e depoimentos orais.

    Também compõe essa edição o texto A Extrema Direita e o etnonacionalismo na Europa Contemporânea: o caso da Aurora Dourada. Nele, Rafael Botton e Guilherme Andrade investigam o surgimento e a ascensão de movimentos de extrema-direita na Europa após a Segunda Guerra Mundial. Os autores enfatizam os movimentos etnonacionalistas e seus desdobramentos sociais e, para isso, abordam o caso do partido fascista Aurora Dourada.

    Ainda nesse 26º volume, passeamos entre cultura e rock brasileiro através do trabalho de Jose Augusto dos Santos e Luiz Eduardo de Oliveira. Os autores refletem sobre como o processo de circulação, recepção e apropriação do rock no Brasil, na década de 1980, provocou o surgimento de novas identidades.

    Concluindo a seção de artigos, Edson Silva discute as transformações urbanísticas e empreendidas na cidade de Jacobina, em meados da década de 1950. O autor analisa as medidas desenvolvidas em prol da limpeza, do saneamento e embelezamento das ruas de Jacobina, apontando também para os constantes tensionamentos entre a execução dessas ações e as práticas da população da cidade.

    Apresentamos, por fim, a resenha de Raquel Anne de Assis sobre o livro “Guerra Secreta: A CIA, um exército invisível e o combate nas sombras”, de Mark Mazzetti; e a resenha da obra “Direita, volver! O retorno da direita e o ciclo político brasileiro”, de Sebastião Velasco e André Kaysel, escrita por Pedro Oliveira, que encerram este multifacetado número dos Cadernos.

    Desejamos a todos uma ótima leitura!

     Os Editores

  • 27ª edição e sua pluralidade de discussões - ISSN: 2179-2143
    n. 27 (2017)

    Cadernos do Tempo Presente

    Revista Interdisciplinar de História

    Grupo de Estudos do Tempo Presente - UFS

    Edição n.º 27, abril de 2017

    Mantendo a pluralidade de discussões como referência, a presente edição dos Cadernos do Tempo Presente apresenta trabalhados que focam temas relacionados à Educação, Biografia, Movimentos Sociais, Saúde e Internet.

    O artigo Aparecimento da infância negra: trilhando entre séculos de inacabável reconstrução social, de autoria das pesquisadoras Jenny Lorena B. Moreno e Maria Renata Alonso Mota aborda uma importante discussão relacionado à educação de crianças negras na segunda metade do século XIX e primeiras décadas do século XX, destacando as mudanças marcantes na Educação brasileira a partir da ressignificação de conceitos de raça e etnia.

    Partindo de uma revisão de literatura detalhada, os pesquisadores Nestor Alexandre Perehouskei e Tatiane Duarte Silva Oliveira discorrem no artigo A ciência, a técnica, a tecnologia, a cultura e a Educação de Jovens e Adultos o desenvolvimento institucional da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e sua estruturação a partir da análise de categorias como classe social e contradições em sua efetivação como modalidade de ensino.

    Cristiane Tavares apresenta um estudo sobre o Comitê para Democratização da Informática (CDI) em Sergipe, organização não governamental (ONG) que visava promover a educação informal através das chamadas Escolas de Informática e Cidadania (EICs), em seu artigo Uma História da Educação Digital em Sergipe (1998-2011).

    Trajetórias Individuais em Pauta: um Olhar Teórico sobre a Biografia e suas Transformações, da Historiadora Karla Karine de Jesus Silva, debruça-se sobre o gênero biográfico e suas relações como a História. De que forma as histórias individuais subsidiam o conhecimento histórico.

    O texto O “grande mural” dos anos 1970: rememorações e construção de sentidos nas retrospectivas de Veja e Isto É, de Juliana Miranda da Silva, realiza um painel a partir da análise das capas destes dois veículos durante o ditatura militar e como as questões relacionadas à luta democrática são retratadas em suas manchetes.

    Paulo Roberto Alves Teles apresenta no trabalho Occupy Wall Street e Los Indignados: uma névoa de insatisfação no século XXI uma análise acerca de um dos destacados movimentos ocorridos nos últimos anos e a postura de crítica ao sistema econômico e à estrutura financeira mundial, com precarização de direitos e garantias sociais.

    Já no artigo Internet e mídias sociais na educação em saúde: o cenário oncológico os autores Myllena Cândida de Melo, Camila Mose Ferreira da Fonseca e Paulo Roberto de Vasconcellos-Silva apontam questões sobre a produção de conhecimento concernente ao uso da internet e mídias sociais na educação em saúde em oncologia e como estas afetam o entendimento e a relação dos pacientes em processo clínico.

    Por fim, na dimensão do campo da saúde, o trabalho Discursos alternativos sobre a vacinação contra o HPV: análise das mensagens em uma comunidade virtual no Facebook, do pesquisador Marcelo Garcia, aborda o tratamento de informações relativos ao HPV em redes sociais e a interferência deste quadro no planejamento e execução de ações de saúde.

    Boa leitura!

    Os Editores.

     

     

  • ISSN: 2179-2143
    n. 28 (2017)

    Depois de um período de mudanças, eis a 28ª edição dos Cadernos do Tempo Presente. Abrindo a edição temos Márcia Maria de Medeiros e Tânia Regina Zimmermann em um artigo sobre a relação entre terrorismo e globalização no final século XX e início do XXI. A partir do campo do tempo presente e de ideias de autores como Zygmunt Bauman, Guy Debord e Eric Hobsbawm, as autoras discutem como ações terroristas estão inseridas em uma sociedade que diluiu as fronteiras, mas que criou outros obstáculos. Em seguida, ainda em um estudo de história do tempo presente e de historia política,  Pedro Felipe Neves de Muñoz também aborda o contexto da globalização e sua relação com as ondas migratórias do ano de 2015. O autor observa como nesse cenário emergiram movimentos nacionalistas e autoritários diante da crise de refugiados na Europa, analisando particularmente ações do AfD (Alternative für Deutschland), partido de extrema-direita na Alemanha.

     

    No terceiro artigo temos um trabalho de história política de Cristina Iuskow, que procura entender como era abordada a relação entre Brasil e Portugal no periódico catarinenseRevista Luso Brasileira entre 1961-1979. Este artigo nos ajuda em pesquisas sobre salazarismo e seus laços transatlânticos, além de servir de exemplo metodológico de pesquisa com periódicos. A propósito, uma outra contribuição metodológica é encontrada no texto de João Gabriel do Nascimento Nganga, em um estudo sobre a propaganda como documento e sua relação com o imaginário social. O autor problematiza as possíveis influências da mídia a partir dos conceitos de representação, imaginário e identidades.

     

    O quinto artigo da edição, de autoria de Émerson Silva Santos e Cleyton Feitosa Pereira, analisa o Programa TransCidadania, um projeto da Prefeitura de São Paulo cujo objetivo é combater a transfobia e promover cidadania de travestis e transexuais na cidade. Enquanto no último artigo, Lucas Gabriel Franco Gomez e Lilian Maria Paes de Carvalho Ramos orbitam o campo das políticas educacionais de formação de professores. Os autores fazem uma revisão bibliográfica e análise documental sobre o tema no período de 1964 a 1972 e mostram como o golpe militar de 1964 transformou o cenário educacional do Brasil.

     

    Por fim, Tatiane de Freitas Ermel apresenta a uma resenha do livro “História do Tempo presente: oralidade, memória, mídia”, fruto do II Seminário de História do Tempo Presente, realizado no ano de 2014 na Universidade do Estado de Santa Catarina, e organizado por Janice Gonçalves.

     

    Agradecemos pela colaboração e apoio com submissões de textos e com a frequente divulgação do periódico. Desejamos uma boa leitura a todos. 

     

    Os Editores.

  • ISSN: 2179-2143
    v. 8 n. 04 (2017)

    O Caderno do Tempo Presente apresenta a sua nova edição. Nele, o  texto do renomado pesquisador Carlos Barros apresenta um detalhado estudo sobre os fins da História e redirecionamentos temáticos dos estudos históricos nas primeiras décadas do século XXI, especialmente mudanças sociais e políticas em conceitos relativos à democracia, Estado e relações internacionais.

    No segundo artigo, Fabio Hoffman e Everton Rodrigues discorrem sobre a criação dos jingles das campanhas políticas. Também observando produções culturais, Roberto Camargo discute o desenvolvimento do rap brasileiro desde o final da década de 1980, focando a relação da musicalidade como mecanismo de intervenção social e combate aos preconceitos e marginalização de comunidades periféricas.

    Por sua vez, Claudia Cristina da Silva Fontineles Sthenio de Sousa Everton, tomam as manifestações ocorridas entre junho de 2011 e 2012 em Teresina para discutir a mobilização urbana e as vinculações político-partidárias presentes nas reivindicações, utilizando para isso entrevistas e relatos jornalísticos com diferentes posições sobre as organizações presentes nos atos.

    Já Patricia Carla Mucelli analisa as relações de poder e arquivos digitais através de diversos blogs de moda, bem como as relações de consumo presentes nestas ferramentas eletrônicas. Em continuidade, Marcia Regina dos Santos investiga as publicações de manuais de etiqueta na segunda metade do século XX e, através deles, observa as questões relacionadas a memorias e construção de modelos sociais. Na sequência,  Lisandra Barbosa Macedo Pinheiro traça um estudo sobre a oralidade presente nos ritos e tradições das religiões afro-brasileiras, refletindo sobre seu uso como fonte histórica e contraponto à hegemonia histórica eurocêntrica.

    Por fim, o historariador Cleyton Antonio da Costa apresenta o último artigo desta edição, estudando os elementos culturais presentes na Festa de Nossa Senhora do Carmo, no Sul mineiro, e a importância da história oral para o registro da memória, marcos e elementos criativos nos festejos populares.

    Desejamos boa leitura a todos.

    Os Editores.

     

  • jan- jun 2018: Revista Cadernos do Tempo Presente
    v. 9 n. 1 (2018)

    Editorial

    Esta edição dos Cadernos do Tempo Presente segue com sua proposta de reunir discussões e estudos multidisciplinares, com temas destacados nos campos das humanidades. O artigo As concepções de liderança do gestor escolar das escolas públicas da rede estadual em Pernambuco, dos pesquisadores Valter Ramos da Silva e Luiz Alberto Ribeiro Rodrigues, apresenta uma detalhada análise sobre as práticas e experiências relacionadas ao exercício da gestão escolar naquele Estado nordestino, a partir da coleta de dados com vários dirigentes de unidades escolares bem como uma importante reflexão sobre os problemáticas presentes neste contexto. 

    Na sequência, Jéferson Silveira Dantas e Jeana Laura Da Cunha Santos trazem o texto A memória social em disputa: os discursos empresariais jornalísticos em tempos de contrarreformas,  apresentando um panorama sobre o papel da imprensa e dos grupos de mídia no Brasil durante o processo de impedimento da Presidente Dilma Rousseff, observando a alocação parcial do noticiário e a manipulação de dados, referências técnicas e análises enviesada, buscando legitimar ou validar os discursos adotados no Legislativo e Judiciário. 

    Já o artigo Anorexia na leitura psicanalítica da Revista dos Transtornos Alimentares (2008-2012): uma análise de história sociocultural da doença, de Reynaldo José Loio Alves, segue como um estudo téorico sobre relação da Psicanálise e os tratamentos de Transtornos Alimentares, especificamente da Anorexia, partindo de uma análise dos principais conceitos presentes nesta temática e sua inserção na perspectiva da História das doenças, a partir da ênfase dos estudos culturais. 

    Outra contribuição é o texto de Sara Oliveira Farias, Um roteiro de pesquisa: algumas considerações sobre o Movimento de Educação de Base, que destaca a importância histórica e política do Movimento de Educação de Base (MEB),  partindo de uma análise de materiais produzidos na década de 1960,  como relatórios anuais, cartilha, canções, produzidas pela equipe do MEB, no Brasil dos anos de 1960. 

    O artigo A recomposição da história política e das ideias a partir da história dos conceitos de Reinhart Koselleck, de Tenner Inauhiny de Abreu, faz uma abordagem acerca das possibilidades teórico-metodológicas e da interação da história política e das ideias para aplicação aos conceitos de Reinhart Koselleck, focando, a partir disso, elementos discursivos da História política e as contribuições levantadas pelo historiador alemão para o campo atual da história do político. 

    Em abordagem de uma História do Tempo Presente e das relações internacionais,  Pedro Carvalho Oliveira, em seu artigo Guerra Fria, terra seca: o “perigoso” Nordeste brasileiro sob o olhar da CIA e da imprensa estadunidense no alvorecer dos anos 1960, examina a visão construída pela Agência Central de Inteligência e pela imprensa dos Estados Unidos sobre o Nordeste brasileiro entre o período de 1959 e 1964, no contexto da Guerra Fria e dos receios posteriores à Revolução Cubana, além das preocupações do bloco capitalista com a possível amplitude de movimentos comunistas na América Latina e as consequentes ações para construção de políticas em torno da região nordestina brasileira. 

    Por sua vez, o artigo O neoliberalismo chileno (1973-1990) e seus desafios à integração sul-americana dos anos 1980, de Rafael Macedo da Rocha Santos, aborda as estruturas e mecanismos do modelo econômico chileno adotado por Pinochet e sua singularidade em comparação às demais ditaduras militares da América do Sul. O autor discute a efetivação da política neoliberalismo chilena e como essa contribuiu para a formação pós-redemocratização de um país com características distintas do restante da América Latina, com maior aproximação com potências europeias e asiáticas e um sensível afastamento dos países do Mercosul. 

    Encerrando a edição, temos o texto A pesquisa em história da educação: uma revisão de literatura, de Osnar da Costa e Leonardo Salviano, que desenvolve uma reflexão sobre a pesquisa em História da Educação, centrando sua análise sobre a historiografia da educação brasileira e seus respectivos métodos investigativos em relação as suas fontes, métodos e práticas. Os autores propõem, a partir desta discussão, apresentar obras destacadas, os pesquisadores e suas contribuições para essa temática no âmbito do desenvolvimento educacional do país.

     

    Desejamos boa leitura a todos.

    Os Editores.

     

  • Jul- Dez 2018: Revista Cadernos do Tempo Presente
    v. 9 n. 2 (2018)

    Eis a segunda edição do ano e com ela temos inicialmente o texto de Karl Schurster e Alana de Moraes Leite, em uma abordagem sobre o ensino de história e a memória do Holocausto. Os autores analisam materiais didáticos do Yad Vashem, museu israelense responsável pela “memória oficial” do Holocausto, para entender como a historiografia trabalha os traumas coletivos.

     

    Ainda no campo da História do Tempo Presente, memória e trauma, Wagner Augusto Hundertmarck Pompéo realiza um estudo sobre a ditadura do Estado Novo. O autor procura apresentar como se dá a produção da memória coletiva sobre o tema e os motivos para seus silêncios e esquecimentos.  Mantendo-se no recorte temporal da década de 1940, Júlia Scherer enfoca a História Política ao analisar o American way of life na revista Seleções, edição brasileira da revista estadunidense Reader’s Digest. O objetivo é apresentar como a Política da Boa Vizinhança entre Brasil e EUA pode ser percebida através da publicidade deste periódico.

     

    Também sobre as relações Brasil-EUA no campo da História Política e das Relações Internacionais, Charles Sidarta Machado Domingos apresenta como ocorreram as negociações entre os presidentes John Fitzgerald Kennedy e João Goulart no contexto da crise dos misseis em Cuba (1962). Domingos analisa o posicionamento de Goulart frente ao pedido de apoio de Kennedy no momento de maior tensão da Guerra Fria. Em seguida, em um trabalho de História Oral, Marcelo de Sousa Neto e Karina Viana da Silva tem como objetivo analisar a expansão e ocupação dos espaços da cidade de Teresina, no contexto de redemocratização do país. Os autores analisam quais os mecanismos utilizados e os desafios enfrentados pela população local no acesso à moradia. Para isto, são observadas as memórias e histórias da comunidade do bairro Vila da Paz no seu processo de urbanização.

     

    Antônio Moreira da Silva Junior e Wellington Amâncio da Silva fazem uma análise social e cultural da relação entre racismo e a sociedade de classes. Já na área de Educação, Valter Ramos da Silva e Luiz Alberto Ribeiro Rodrigues fazem um estudo sobre políticas públicas realizadas pela Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco. São observadas quais ações utilizadas pelo órgão para lidar com os baixos resultados atingidos pelo ensino médio das escolas públicas do estado no Índice de Desenvolvimento da Educação. O objetivo é apresentar os impactos causados pela educação integral nesse processo.

     

    Por fim, temos a resenha de Felipe Alexandre Silva de Souza da obra An international civil war: Greece, 1943-1949 (2016) de autoria de André Gerolymatos.

     

    Desejamos boa leitura a todos.

    Os Editores.

     

  • Jan - Jul 2019: Revista Cadernos do Tempo Presente
    v. 10 n. 1 (2019)

    Eis mais uma edição dos Cadernos do Tempo Presente. Um lançamento especial em comemoração à nova qualificação da revista na Capes, agora A3 na área de História. Abrindo os trabalhos, temos o texto de Carlos Barros, que procura analisar a crise política pela qual a Espanha vem passando nos últimos anos, resultando recentes ondas de protestos. Assim, o autor se propõe a realizar um trabalho de História Imediata.

     

    Partindo para o campo da História Cultural e História da Educação, Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do Nascimento e Josué dos Santos Alves fazem uma História do Livro por meio da perspectiva das tecnologias digitais. Utilizando-se do método indiciário de Carlo Ginzburg, os autores estudam a criação da Biblioteca Digital de História da Educação e como os materiais disponibilizados contribuem para a circulação de ideias.

     

    Ainda pela perspectiva da História Cultural, mais especificamente no campo literário, Thaís Duarte Silvério e Cristiano Cezar Gomes da Silva buscam compreender como o sertão é representado nos poemas de Jessier Quirino. Assim, os autores analisam como a “linguagem matuta” se relaciona aos neologismos e aos chamados “espaços da saudade” para compreender a construção de identidades dos personagens sertanejos.

     

    Por outro lado, Joselene Ieda dos Santos Lopes de Carvalho e Tânia Mara de Bastiani realizam uma discussão historiográfica acerca da história dos trabalhadores, a fim de entender como esses sujeitos foram inseridos ou ocultados pela literatura. Dessa maneira, as autoras buscam compreender a importância do ofício do historiador, sua relação com o meio e a contribuição da História Oral para esses estudos.

     

    Ainda sobre a história dos trabalhadores e História Oral, Yasminn Escórcio Meneses da Silva e Marcelo de Sousa Neto analisam o trabalho das lavadeiras em Teresina – PI, na década de 1970. São estudadas as novas configurações do trabalho dessas mulheres em um contexto de intensificação do processo migratório, aumento populacional da cidade e transformações dos espaços, decorrentes de uma política de construção de grandes obras. Dessa maneira, o objetivo dos autores consiste em entender como o cotidiano dessas mulheres foi alterado pelas mudanças sofridas pela cidade nesse período através de fontes hemerográficas e entrevistas.

     

    Também sobre Teresina na década de 1970, Cláudia Cristina da Silva Fontineles  e Allan Ricelli Rodrigues de Pinho estudam o transporte coletivo da cidade. Por meio da pesquisa em periódicos locais e entrevistas, os autores buscam analisar as transformações decorrentes do processo de modernização pelo qual a cidade passava nesse período, as tensões ocasionadas pelas políticas de transporte coletivo e o papel de grupos sociais que marcaram a memória em torno desses meios de transportes.

     

    Entrando no campo da História Econômica, João Américo Tomaz de Aquino e Bernadete Lema Mazzafera traçam a história da contabilidade e a sua evolução decorrente da legislação vigente no Brasil. Dessa forma, os autores procuram compreender como as Ciências Contábeis podem auxiliar nos desenvolvimentos científico, técnico, social, econômico e financeiro tanto em contexto nacional como internacional.

     

    Por fim, temos a resenha feita por Daniela Melo Rodrigues da obra de Carlos Meneses de Sousa Santos, “Trabalhadores em movimento: Horizontes abertos em Marechal Cândido Rondon-PR: Segunda metade do século XX e início do XXI”.

     

     

    Desejamos boa leitura a todos e todas.

     

    Os Editores.

     

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    v. 10 n. 02 (2019)

    Dossiˆê 60 anos da Revolução Cubana e 20 anos da Revolução Bolivariana: um balanço histórico, literário e historiográfico

    O ano de 2019 foi marcado pelas rememorações de duas experiências históricas relevantes da América Latina: os 60 anos da Revolução Cubana e os 20 anos da Revolução Bolivariana. Ambas as experiências, carregadas de simbolismo, consistem em eventos importantes para a compreensão da História latino-americana, em razão dos impactos dessas experiências revolucionárias na região.

    A vitória dos jovens rebeldes de Sierra Maestra do Movimento Revolucionário 26 de Julho (MR-26), em janeiro de 1959, comandados por Fidel Castro, Raul Castro, Ernesto “Che” Guevara, Camilo Cienfuegos, entre outros nomes marcantes, foi um dos acontecimentos mais relevantes e, por isso, um dos mais influentes da história latino-americana da segunda metade do século XX.

    O contexto da Guerra Fria e os impactos dessa revolução na região, exemplificados na propagação das consígnas anti-imperialistas, anticolonialistas, latino-americanistas e no surgimento de grupos guerrilheiros que buscaram no modelo cubano a referência para a transformação social, fizeram dessa experiência o paradigma para os que desejavam a realização da utopia revolucionária na América Latina entre as décadas de 60’ e 80’ do século XX.

    Com o fim da Guerra Fria, em 1991, Cuba sofreu com a asfixia econômica, em virtude das da estagnação econômica decorrente do fim da União Soviética e da perpetuação do embargo econômico norte-americano. No entanto, a sua capacidade de resistência fortaleceu o seu simbolismo entre as esquerdas latino-americanas e a perpetuou enquanto um modelo para os desejosos da utopia revolucionária na América Latina.

    Em 1998, a eleição de Hugo Chávez para a presidência da Venezuela inaugurou um ciclo político na história do tempo presente latino-americana marcado pelo protagonismo das esquerdas, em decorrência da sucessão de suas vitórias eleitorais entre 1998 e 2009. O resgate das bandeiras políticas propagandeadas pelos cubanos desde a década de 1960, como o anti-imperialismo e o latino-americanismo, foi uma marca desse período, que teve intensas conexões com Cuba revolucionária.

    O caso venezuelano foi o mais radicalizado das experiências recentes de governos de esquerda. Os traços nacionalistas, democráticos participativos, pró-socialistas e de soberania nacional, que pareciam esquecidos nos anos neoliberais das décadas de 1980 e 1990, foram retomados e tornaram-se consígnias transformadoras a serem espalhadas pelo nosso continente. Nesse processo, além disso, assistimos a uma apropriação política do discurso revolucionário cubano, que contribui para a construção do imaginário revolucionário do bolivarianismo resgatado por Hugo Chávez.

    A forte conexão entre Hugo Chávez e Fidel Castro fez com que o projeto bolivarianista do chavismo exemplificasse de forma mais veemente a influência da revolução cubana nos grupos de esquerda latino-americanos que ganharam projeção política no início do século XXI. A aliança entre esses dois ícones da história latino-americana, iniciada em dezembro de 1994, deveu-se à recíproca admiração e a interesses políticos, econômicos e geopolíticos.

    Assim, a importância histórica das duas revoluções fez com que agregássemos contribuições de pesquisadores das áreas de História, Economia, Literatura e Relações Internacionais em único dossiê. Composto por sete artigos e uma resenha de pesquisadores brasileiros e venezuelanos, esse material poderá contribuir para as reflexões sobre as experiências políticas vividas por cubanos e venezuelanos nas últimas seis décadas. Boa leitura!

     

    Os organizadores

    Dilton Maynard (UFS), Karl Schurster (UPE) e Rafael Araujo (UERJ)

  • Jan - Jun 2020: Revista Cadernos do Tempo Presente
    v. 11 n. 01 (2020)

    Covid-19, Sociedades & Tempo Presente

    Vivemos tempos terríveis. Tempos sombrios, dias entristecidos. Em várias partes do Mundo, ruas, avenidas e praças desertas, escolas fechadas, hospitais lotados. O advento da pandemia de covid-19 promoveu mudanças bruscas na rotina de diferentes povos. De repente, até mesmo ritos fúnebres precisaram ser modificados. A resposta a um mal comum, no entanto, foi diversificada.

    Como se cada país pretendesse, às pressas, encontrar uma saída, teve início uma corrida desenfreada por vacina, por paliativos e medicamentos. Junto com tal esforço, uma série de informações desencontradas ascendeu também. Uma inesperada onda negacionista se manifestou e procedimentos de profilaxia foram menosprezados por líderes políticos em diferentes lugares. O pedido por isolamento social, a necessidade de manter distância e proteger a si para também salvar os outros foi ridicularizada, atacada e inesperadamente desobedecida a partir de discursos inflamados de chefes de Estado como Donald Trump e Jair Bolsonaro.

    A covid-19 se configura como o maior desafio à humanidade nas primeiras décadas do Século XXI. Em meio à tragédia, um grupo de intelectuais se coloca para oferecer reflexões iniciais sobre os desdobramentos da pandemia pelo Globo. O dossiê aqui apresentado reúne contribuições de pesquisadores de diferentes lugares: da Argentina à Alemanha, da Espanha ao Oriente Médio, chegando ao Brasil, o dossiê contém reflexões de pesquisadores, eles mesmos testemunhas, sobre a história em movimento de uma tragédia mundial.

    Abrindo a edição, Karl Schurster e Michel Gherman nos provocam com a pergunta: Como Lidar com os Fascismos Hoje? Os autores analisam as práticas discursivas e o agir político dos variados tipos de fascismo no tempo presente. Refletindo sobre a instrumentalização política da pandemia, e partindo da crise das instituições democráticas e do avanço de políticas da chamada direita radical, Schurster e Gherman buscam compreender quais as características desse “novo” fascismo e como ele se desenvolve, utilizando para isso o campo teórico clássico e contemporâneo e a metodologia comparativa. O itinerário do texto os leva a problematizar categorias como conspiração, negacionismo, negação da alteridade, guerra permanente e disseminação do ódio como fundamentais para o “novo” fenômeno político e histórico.

    Em seguida, Francisco Carlos Teixeira da Silva analisa de que maneira a “novilíngua bolsonarista”, em clara inspiração Orwelliana, se aplica à covid-19, empacotada num mesmo molde de padronização que já vinha se aplicando à caracterização da homossexualidade e da pobreza. Normalizando a violência e naturalizando o desumano, a novilíngua bolsonarista é utilizada no cotidiano de tortura e violência sofridas pelos “judeus” do bolsonarismo e na construção do perfil do líder da extrema-direita brasileira. Sendo assim, observa o autor, a partir da violência dispensada aos homossexuais e estabelecendo um padrão, é construído o paradigma para a morte por covid-19 no Brasil.

    Lorena López Jáuregui propõe um glossário da pandemia de covid-19 a partir da língua alemã. A autora procura explicar o contexto germânico nos últimos quatro meses, refletindo sobre a crise instalada na Alemanha, lembrando que o país está em estado de emergência nacional desde março de 2020, devido à pandemia. Jáuregui léxico discute como a crise expressa a reação social local a esse problema global e nela as palavras tornam-se, então, uma expressão em mutação.

    Emmanuel-Claude Bourgoin Vergondy, Óscar Ferreiro Vázquez e Ramón Méndez González abordam a Espanha diante da pandemia de covid-19, contemplando a evolução da situação de emergência, bem como as repercussões em diferentes áreas da sociedade. Em seu texto, o trio de pesquisadores observa como a comunidade internacional reagiu de maneira irregular, acreditando que algo assim não seria mais possível no século XXI, o que deixou claro que nenhum país está adequadamente preparado para ameaças biológicas fora das estruturas conhecidas.

    No artigo El Consejo de Cooperación de Estados Árabes del Golfo en el marco de la pandemia de COVID-19: cooperación sanitaria versus tensiones en el ámbito político, Ornela Fabani levanta como problema a situação do surgimento da pandemia de covid-19 como uma nova ameaça, de natureza não tradicional, que coloca em xeque a segurança dos Estados do Golfo. Fabani analisa a resposta do bloco ao surgimento do surto do novo coronavírus. Bruno Sancci analisa a agenda política e econômica de uma Argentina em crise, desafiada pelo novo coronavírus. Conforme Sanci, a quarentena e o momento que vivem os argentinos agem como catalisadores das tendências relacionadas à própria estrutura da sociedade argentina.

    Fechando o dossiê, Ian Kisil Marino, Pedro Telles da Silveira e Thiago Lima Nicodemo, refletem sobre os impactos das tecnologias digitais nas formas de arquivamento contemporâneo e apresentam a perspectiva de atuação elaborada no âmbito do projeto Memória Covid-19 Brasil, através do trabalho conjunto dos integrantes do Centro de Humanidades Digitais IFCH-UNICAMP e do projeto DéjàVu, da mesma instituição.

    Por fim, Liliane Costa Andrade oferece a resenha do livro “O Cinema vai à Guerra”.

    Em tempos de pandemia, os Cadernos do Tempo Presente se apresentam para colaborar no esforço de entender a tragédia. Vivemos tempos terríveis, sim. Os textos aqui contidos significam o esforço em oferecer interpretações, sugerir caminhos e, de alguma forma, poder nos ajudar para que a travessia por dias tão tristes seja um pouco menos dolorida.

     

    Os Editores.

  • Jul - Dez 2020: Revista Cadernos do Tempo Presente
    v. 11 n. 02 (2020)

    O ano de 2020 foi atípico e turbulento. Até o momento, devido à pandemia de COVID-19, foram registradas mais de 1,6 milhões de mortes ao redor do mundo e quase 200 mil só no Brasil. Ao lado de tantas perdas, observamos instituições consolidadas e cientistas serem atacados por setores da sociedade civil e por políticos que deveriam manter a integridade da pesquisa no país. Diante desse cenário, mantemos o compromisso com a ciência e lançamos mais uma edição, a última de 2020, na esperança que o próximo ano nos traga boas novas.

    Abrindo a edição temos o artigo de José D’Assunção Barros, que contribui ao nos apresentar aspectos básicos da operação historiográfica. É um texto que reafirma a importância dos métodos científicos e como a escrita da história é baseada em princípios capazes de comprovar sua eficiência. Assim, o autor explana a importância das fontes no trabalho do historiador. Seguindo essa abordagem no campo da Teoria da História, Carlos Barros estuda os conceitos de nação, nacionalismo e identidade através da perspectiva marxista. Portanto, é um texto que nos ajuda a pensar questões do presente, como “o problema nacional”, em um contexto de globalização e fronteiras “flexíveis”, por meio de uma linha conceitual datada desde o século XIX. Uma reflexão que demonstra como o passado não passou.

    Para além destas reflexões mais abstratas, mas ainda no campo da História do Tempo Presente, em diálogo com o Ensino de História e a História Digital, Andreza S Cruz Maynard apresenta resultados das atividades realizadas com o uso do aplicativo Instagram no ano letivo de 2019, com alunos e alunas de 9º ano e 3º ano, do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe. A autora promoveu a participação dos discentes nas aulas através dessa ferramenta digital. Enquanto isso, no campo político, Carolina Dantas de Figueiredo estuda as manifestações pró-impeachment no Brasil em 2016. Através da bibliografia especializada e da análise de notícias da mídia, a autora procura observar a presença do “mito da ausência de liderança” nessas manifestações públicas.

    Em seguida, ainda adotando uma abordagem política, Wallace de Moraes analisa a Era Vargas para demonstrar como nela se pode observar uma Plutocracia Corporativista Estatal. O autor investiga como este contexto se configurou em um ambiente de lutas sociais perpassado por interesses não somente do Estado, mas também de trabalhadores e empresários. Por outro lado, em uma perspectiva da História Agrária, Indaia Dias Lopes investiga o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, no período de 2009 a 2017. A autora reflete sobre os impactos da Lei nº 11.947/2009, responsável por determinar parte dos recursos do PNAE a agricultura familiar.

    Por fim, fechamos os trabalhos de 2020 com duas resenhas. A primeira é de Thaís da Silva Tenório sobre o quadrinho “Battlefields – As Bruxas da Noite: Campos de Batalha”, lançado no Brasil em 2016. A segunda, é de Lorena Silva Santos sobre o livro “O Direito Achado na Rua: Concepção e Prática”, organizado por José Geraldo de Sousa Júnior.

    Desejamos a todos e todas boa leitura e um bom 2021.

    As (os) Editoras (es).

  • O Astrônomo, Johannes Vermeer (1668). Jan - Jun 2021: Revista Cadernos do Tempo Presente
    v. 12 n. 01 (2021)

    Mais um ano se passou desde que a pandemia de covid-19 se alastrou pelo mundo, causando milhões de perdas. É nesse cenário que fortalecemos nosso compromisso com a ciência, em um ato de resistência, ao lançarmos mais uma edição dos Cadernos do Tempo Presente.

    Abrindo a edição, Deborah Paci analisa a retórica fascista de Benito Mussolini em torno de suas pretensões imperialistas para a Itália entre os anos 1920 e 1940. A autora faz uso de conceitos como geopolítica e imperialismo para embasar sua pesquisa no campo da História Política. A atualidade do tema pode ser observada no texto de Antônio Manoel Elíbio, que nos ajuda a investigar a relação entre passado e presente. O autor realiza um estudo teórico sobre a História do Tempo Presente ao problematizar o surgimento desse campo historiográfico partindo de questões centrais em torno do marco cronológico da disciplina e de seu corpus documental.

    Ainda no campo da História do Tempo Presente, Michel Ehrlich analisa três abaixo-assinados organizados por movimentos judaicos contrários à candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da república. A partir dessas assinaturas, coletadas nos anos de 2017 e 2018, o autor investiga a oposição desses grupos às declarações preconceituosas e antidemocráticas do então presidenciável. Também no campo do Tempo Presente, mas em diálogo com o Ensino de História, Maria Luiza Pérola Dantas Barros observa como o tema da II Guerra Mundial é trabalhado nos livros didáticos de História aprovados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2018. A fim de compreender como o conflito foi abordado e quais fatos ganharam maior relevância nesses materiais, Barros utilizou-se da metodologia da História Comparada para encontrar padrões e especificidades entre os livros destinados a professores e alunos do ensino médio das escolas públicas brasileiras.

    Em seguida, em um artigo sobre relações de gênero e produção intelectual, Marluce de Souza Lopes e Joaquim Tavares da Conceição nos apresentam a catalogação da produção feminina na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe entre os anos 1939 e 2019. Os autores procuram observar a participação feminina na produção cultural em Sergipe, em um contexto de hegemonia masculina. Ainda sobre História Local e o papel das mulheres na história, Elisnauro Araújo Barros e Marcelo de Sousa Neto utilizam-se dos métodos da História Oral para investigar as memórias de moradoras de Teresina, Piauí, em torno da construção do Conjunto Dirceu Arcoverde, entre 1977 e 1979, e as formas de acesso à moradia popular. A pesquisa nos ajuda a observar o fenômeno de formação espacial, o processo migratório e as transformações cotidianas ocasionadas pelo desenvolvimento de novas áreas.

    Por fim, temos duas resenhas para fechar a edição. A primeira, de autoria de Magno Klein, é sobre o trabalho de Anja Lahtinen intitulado “China’s Diplomacy and Economic Activities in Africa: Relations on The Move”, publicado em 2018. A segunda é de Alicy de Oliveira Simas, sobre a obra “Possibilidades de Pesquisa em História”, organizada por Rogério Rosa Rodrigues e lançada em 2017.

    Desejamos a todas e todos saúde e uma boa leitura.

    As (os) Editoras (es).

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