n. 28 (2017): ISSN: 2179-2143

Depois de um período de mudanças, eis a 28ª edição dos Cadernos do Tempo Presente. Abrindo a edição temos Márcia Maria de Medeiros e Tânia Regina Zimmermann em um artigo sobre a relação entre terrorismo e globalização no final século XX e início do XXI. A partir do campo do tempo presente e de ideias de autores como Zygmunt Bauman, Guy Debord e Eric Hobsbawm, as autoras discutem como ações terroristas estão inseridas em uma sociedade que diluiu as fronteiras, mas que criou outros obstáculos. Em seguida, ainda em um estudo de história do tempo presente e de historia política,  Pedro Felipe Neves de Muñoz também aborda o contexto da globalização e sua relação com as ondas migratórias do ano de 2015. O autor observa como nesse cenário emergiram movimentos nacionalistas e autoritários diante da crise de refugiados na Europa, analisando particularmente ações do AfD (Alternative für Deutschland), partido de extrema-direita na Alemanha.

 

No terceiro artigo temos um trabalho de história política de Cristina Iuskow, que procura entender como era abordada a relação entre Brasil e Portugal no periódico catarinenseRevista Luso Brasileira entre 1961-1979. Este artigo nos ajuda em pesquisas sobre salazarismo e seus laços transatlânticos, além de servir de exemplo metodológico de pesquisa com periódicos. A propósito, uma outra contribuição metodológica é encontrada no texto de João Gabriel do Nascimento Nganga, em um estudo sobre a propaganda como documento e sua relação com o imaginário social. O autor problematiza as possíveis influências da mídia a partir dos conceitos de representação, imaginário e identidades.

 

O quinto artigo da edição, de autoria de Émerson Silva Santos e Cleyton Feitosa Pereira, analisa o Programa TransCidadania, um projeto da Prefeitura de São Paulo cujo objetivo é combater a transfobia e promover cidadania de travestis e transexuais na cidade. Enquanto no último artigo, Lucas Gabriel Franco Gomez e Lilian Maria Paes de Carvalho Ramos orbitam o campo das políticas educacionais de formação de professores. Os autores fazem uma revisão bibliográfica e análise documental sobre o tema no período de 1964 a 1972 e mostram como o golpe militar de 1964 transformou o cenário educacional do Brasil.

 

Por fim, Tatiane de Freitas Ermel apresenta a uma resenha do livro “História do Tempo presente: oralidade, memória, mídia”, fruto do II Seminário de História do Tempo Presente, realizado no ano de 2014 na Universidade do Estado de Santa Catarina, e organizado por Janice Gonçalves.

 

Agradecemos pela colaboração e apoio com submissões de textos e com a frequente divulgação do periódico. Desejamos uma boa leitura a todos. 

 

Os Editores.

Publicado: 2018-06-30