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Chamada para o dossiê de Dezembro: Novas perspectivas para a esquerda na América Latina e no mundo

2022-12-12

Pensando as mudanças sociais frente ao processo histórico de lutas políticas em disputa pelo poder e representação deste mundo, a ideia de esquerda e direita volta-se a própria concepção que marca a modernidade com a revolução francesa de 1789. Nesse sentido, o pai do conservadorismo Edmund Burke, tinha sua visão de mundo acumulativa de processos históricos que a religião se destacava na visão deste mundo em disputa onde a visão de propriedade e família se via ameaçada. No que tange o debate do Tempo Presente experenciamos no Brasil a eleição parlamentar mais conservadora dos últimos tempos. Esse cenário, contudo, se insere num contexto global de insurgência de fascismos e de uma onda de extrema direita. A Itália, em 2021, teve Rachele Mussolini, neta de Benito Mussolini, como uma das deputadas mais votada nas eleições municipais de Roma. Esse ano, a extrema direita italiana venceu as eleições presidenciais com a vitória do partido de Giorgia Melone. É possível identificar vários aspectos do Fascismo histórico na conjuntura que se desenha no Brasil e no mundo, se observamos que se trata de um fenômeno de massas e que evocam símbolos patrióticos de um passado glorioso, próspero e pautado na família tradicional. Em contrapartida, também vimos na história recente diferentes insurgências e movimentos sociais buscando a rearticulação em suas práticas, visto as manifestações populares de outubro de 2019 no Equador e no Chile, como também as eleições de Gustavo Petro e Francia Márquez na Colômbia em 2022. Assim, entende-se que a diversidade da América Latina se reflete em seus conflitos regionais, mas a motivação também tem pontos em comum, como o nosso passado colonial e as desigualdades produzidas pelo neoliberalismo e o neoextrativismo. Nesse sentido, esta chamada para o dossiê de dezembro se dedica ao estudo de como tecer laços de solidariedade, discursos e mobilizações para enfrentar a realidade da violação de direitos básicos das populações marginalizadas e a legitimação do conservadorismo e da extrema direita que tem se dado, sobretudo, através das urnas.

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