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Chamada para dossiê: A América Latina frente a pandemia do Covid-19

2020-07-04

Organizadores: Karl Schurster (UPE); Rafael Araujo (UERJ); Érica Sarmiento (UERJ)

A pandemia decorrente do vírus Sars-Cov-2 (COVID-19) inseriu a humanidade em uma profunda crise sanitária, socioeconômica e psicológica, cujos efeitos políticos são imprevisíveis. O pânico decorrente da possibilidade de contração do vírus afetou o bem-estar individual e coletivo, ao mesmo tempo em que gerou diversas preocupações com o futuro, contribuindo para um profundo mal-estar que impulsionou questionamentos às instituições políticas e às formas de organização social.

Ao mesmo tempo, a COVID-19 possibilitou o fortalecimento das críticas às práticas econômicas neoliberais, pois a pandemia desnudou a disparidade econômica do sistema internacional e expôs, em sua forma mais violenta, a desigualdade social e os deletérios efeitos do vírus entre os segmentos sociais pauperizados.

Na América Latina, por exemplo, relatórios preliminares sobre os efeitos sociais e econômicos da pandemia, organizados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a CEPAL, projetaram cenários desalentadores. Vislumbra-se uma retração de 5,3% do PIB regional. A pobreza e a extrema pobreza devem elevar-se, respectivamente, em 4,4% e 2,6%. Com isso, em torno de 214,7 milhões de latino-americanos (34,7% da população local) estarão na condição de pobreza ao fim de 2020, sendo 53,4 milhões na completa indigência. 

A pandemia impactou, ainda, as Relações Internacionais. A cooperação e o multilateralismo foi um dos seus efeitos, como observamos no apoio às iniciativas realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate à pandemia. No entanto, em paralelo, notamos uma ampliação das disputas entre as potências internacionais. A “corrida” para a descoberta de uma vacina, o fortalecimento da autonomia do Estado-Nação e o fortalecimento das tensões entre norte-americanos e chineses, causadas pela narrativa de Donald Trump acerca da “cupabilidade chinesa” pela pandemia, evidenciaram isso.

O Sars-Cov-2 demonstrou os efeitos da racionalidade moderna, impulsionada pelo neoliberalismo e globalização, que submeteu as sociedades globais à espoliação, à reprodução do capital e a um ignóbil individualismo. Assim, esse dossiê buscará debater os múltiplos impactos econômicos, sociais, políticos, psicológicos e culturais causados pela pandemia da COVID-19.

Prazo para envio dos artigos: 15/09/2020

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Edição Atual

v. 8 n. 4 (2019): Out - Dez 2019

A aproximação entre a Universidade de Pernambuco e a CUFE (Universidade Central de Finaças e Economia da China) vem trazendo grandes resultados para o meio acadêmico, em especial na área de Administração.

Tal aproximação só foi possível devido ao trabalho do Instituto Confúcio da UPE, que atua em Pernambuco há mais de 6 anos e já permitiu que diversos alunos dos cursos de línguas e cultura pudessem conhecer a China.

Essa rica oportunidade culminou na realização de dois Seminários Internacionais com pesquisadores brasileiros e chineses apresentando suas pesquisas e realizando um intercâmbio de conhecimento. Para ambos os lados, essa é uma parceria proveitosa, pois permite que se conheça mais sobre o mercado de cada região e como parcerias econômicas vem sendo desenvolvidas pelos dois países.

Nesta edição apresentamos artigos sobre a China focados nos diversos aspectos que as pesquisas vem focando recentemente.

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Prof. Dr. Ademir Macedo Nascimento

Publicado: 2020-03-09
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