Da nostalgia ao futuro

O passado como memória afetiva da cidade na imaginação de um futuro pós-pandêmico

  • Marina Leitão Damin Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / Doutora pelo programa de Pós-Graduação em Memória Social https://orcid.org/0000-0002-0037-0445
  • Alyne Fernanda Reis Programa de Pós-Graduação em Patrimônio, Cultura e Sociedade / Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Resumo

Este artigo objetiva caracterizar a cidade como um espaço de produção de memória; relacionar tempo, memória e nostalgia; e identificar os objetos digitais no Instagram como mediadores de memória, analisando-os durante a pandemia de COVID-19. Utiliza como metodologia uma pesquisa bibliográfica aliada às análises qualitativas e quantitativas, imagética e textual, das publicações feitas na plataforma Instagram, de março a julho de 2020, e filtradas pela hashtag #tbtrj. Os autores que norteiam o texto são Maurice Halbwachs, Pierre Nora, Milton Santos, Andreas Huyssen, Massimo Canevacci, Arjun Appadurai e José Van Dijck. Conclui que na pandemia, as publicações com a #tbtrj representam os lugares de memória da cidade do Rio de Janeiro de forma nostálgica, a partir de uma memória afetiva, projetando um futuro imaginado após a pandemia.

Palavras-chave: Tempo. Memória. Espaço urbano. COVID-19. Rio de Janeiro.

Biografia do Autor

Marina Leitão Damin, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro / Doutora pelo programa de Pós-Graduação em Memória Social

Doutora e Mestre em Memória Social pela UNIRIO

Alyne Fernanda Reis, Programa de Pós-Graduação em Patrimônio, Cultura e Sociedade / Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Arquiteta e Urbanista, Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio, Cultura e Sociedade da UFRRJ

Publicado
2021-01-01
Seção
DOSSIÊ